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O banco francês contesta as alegações; processo pede US$ 1,5 bilhão de indenização

Reuters

Sede do banco Societe Generale SA em Paris, na França
Getty Images
Sede do banco Societe Generale SA em Paris, na França

O fundo soberano da Líbia entrou com um processo de US$ 1,5 bilhão contra o Société Générale acusando-o de canalizar subornos no valor de dezenas de milhões de dólares para associados de Saif al-Islam, filho do ex-líder líbio Muammar Gaddafi.

"O Société Générale contesta as alegações infundadas em queixa da Autoridade Líbia de Investimento (LIA)", disse uma porta-voz do segundo maior banco da França em um comunicado enviado por email, sem dar mais detalhes.

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A LIA disse que entrou com uma ação contra o banco na Alta Corte de Londres.

A LIA alega que o Société Générale pagou pelo menos US$ 58 milhões para a Leinada, uma empresa panamenha, para serviços de consultoria relacionados a US$ 2,1 bilhões em operações de derivativos celebradas entre o fundo soberano líbio e o Société Générale entre o final de 2007 e 2009.

O processo da LIA afirma que a Leinada não tinha a experiência necessária para assessorar ou estruturar tais operações.

A LIA disse ter sofrido grandes perdas nos negócios com o Société Générale, e que buscava ter as operações anuladas para recuperar o dinheiro supostamente pago à Leinada, buscando também indenização pela suposta fraude.

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