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Índice teve variação positiva de 0,39%, aos 48.180 pontos; giro financeiro do pregão foi de R$ 5,7 bilhões

A Bovespa firmou sua sétima alta seguida nesta terça-feira (25), na mais longa sequência de ganhos em sete meses, com agentes financeiros afirmando que o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, promovido pela Standard & Poor's na véspera, já estava precificado.

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O Ibovespa teve variação positiva de 0,39%, aos 48.180 pontos. A bolsa brasileira não emendava sete altas seguidas desde agosto do ano passado, quando teve uma sequência de nove dias no positivo.

O giro financeiro do pregão foi de R$ 5,7 bilhões.

 A bolsa brasileira não emendava sete altas seguidas desde agosto do ano passado
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A bolsa brasileira não emendava sete altas seguidas desde agosto do ano passado

Participantes do mercado afirmaram que o rebaixamento do rating soberano do Brasil para "BBB-", ante "BBB", era esperado e estava em parte precificado. Além disso, a mudança da perspectiva da nota brasileira para "estável", ante negativa, trouxe certo alívio, pois indica que a S&P não deve fazer novo rebaixamento no curto prazo, garantindo ao País grau de investimento.

Analistas do Credit Suisse disseram não esperar uma mudança significativa nos preços, mas acrescentaram que a decisão pode impactar o custo de financiamento externo de várias companhias brasileiras, particularmente as estatais.

As ações preferenciais da Vale subiram 1,66% nesta terça-feira (25) e deram a maior contribuição positiva ao Ibovespa, ainda repercutindo expectativas de que o governo chinês possa lançar medidas de estímulo à economia, e também em movimento de recuperação.

As preferenciais da Petrobras avançaram, mesmo após a empresa ter seu rating rebaixado para "BBB-" pela S&P na esteira do corte da nota da dívida soberana. Já a preferencial da Eletrobras, cuja nota também foi rebaixada, caiu 3,07%.

A ação da produtora de carnes JBS recuou quase 5%, a baixa mais expressiva do Ibovespa. Na noite de segunda-feira (24), a companhia divulgou que seu lucro mais que dobrou no quarto trimestre, mas ficou aquém da expectativa média do mercado.

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