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Moeda americana recuou 0,70%, a R$ 2,3062 na venda; giro financeiro ficou em torno de US$ 1,5 bilhão

O dólar fechou em queda pela quarta sessão consecutiva nesta terça-feira (25), no menor nível em quatro meses, m esmo após o Brasil ser rebaixado pela Standard & Poor's na véspera , movimento que já era esperado pelos investidores e, por isso, já havia sido precificado.

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A baixa refletiu movimentos técnicos de correção no mercado doméstico e a depreciação da divisa americana no exterior, depois de dados econômicos mais fortes do que o esperado sobre os Estados Unidos.

A moeda americana recuou 0,70%, a R$ 2,3062 na venda, menor nível desde 26 de novembro, quando ficou em R$ 2,2957. Na mínima do dia, bateu R$ 2,2989, a primeira vez que vai abaixo do patamar de R$ 2,30 também desde novembro passado.

Na mínima do dia, a moeda americana bateu R$ 2,2989
Getty Images
Na mínima do dia, a moeda americana bateu R$ 2,2989

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,5 bilhão.

Após o fechamento dos mercados na véspera, a S&P cortou a classificação de crédito brasileira em um degrau, para "BBB-", faixa mais baixa da categoria grau de investimento e com perspectiva estável, citando a deterioração das contas públicas do País.

Segundo analistas, a manutenção do grau de investimento também sugere que o recente quadro de ingresso de divisas no País não deve mudar.

Apesar da reação calma dos mercados, vários analistas se mostraram céticos de que o dólar consiga se sustentar abaixo do nível de R$ 2,30. Segundo eles, cotações mais baratas poderiam desagradar o governo pois tendem a prejudicar as exportações.

Além disso, alguns operadores acreditam que o Banco Central não deve rolar todos os swaps cambiais, equivalentes à venda futura de dólares, que vencem na terça-feira (1º) que vem, o que deve impedir quedas mais expressivas.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de 10 mil swaps em leilão para rolar os vencimentos em 1º de abril. No total, o BC já rolou pouco menos de 60% do lote total que vence na semana que vem, que equivale a US$ 10,148 bilhões.

Ainda faltam cerca de 85 mil contratos para serem rolados e o BC tem apenas 4 dias úteis para fazê-lo. E, mantendo o atual ritmo de oferta, de até 10 mil swaps por leilão, seriam colocados apenas 40 mil.

Mais cedo, o BC também deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de 4 mil swaps cambiais — equivalentes à venda futura de dólares—, todos com vencimento em 1º de dezembro, com volume equivalente a US$ 198,0 milhões. A autoridade monetária também ofertou contratos para 1º de outubro, mas não vendeu nenhum.

A queda do dólar nesta sessão refletiu ainda a depreciação da divisa dos EUA no exterior, depois de a confiança do consumidor americano atingir a máxima em seis anos em março. O dado alimentou o apetite por risco no exterior, levando o dólar a depreciar-se em relação a outras moedas, como o peso mexicano.

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