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Moeda americana foi cotada a R$ 2,3225 na venda; giro financeiro ficou em torno de US$ 1,2 bilhão

O dólar fechou em queda ante o real pela terceira sessão consecutiva nesta segunda-feira (24), com investidores ainda trabalhando com o cenário de continuidade de ingresso de capitais estrangeiros no Brasil no curto prazo.

Mas o mercado operou com cautela, de olho nas tensões geopolíticas em torno da Crimeia. A moeda americana chegou a registrar leves altas no início da tarde após investidores aproveitarem a baixa para comprar dólares.

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A divisa dos Estados Unidos recuou 0,17%, a R$ 2,3225 na venda, após chegar a bater R$ 2,3135 na mínima do dia. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,2 bilhão.

No início da tarde, a moeda americana chegou a registrar leves altas, atingindo R$ 2,3347
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No início da tarde, a moeda americana chegou a registrar leves altas, atingindo R$ 2,3347

O Brasil registrou entrada líquida de US$ 5,095 bilhões em março até o dia 20, segundo informou nesta segunda-feira (24) o Banco Central.

Segundo analistas, parte desses recursos está ligada a captações corporativas recentes no exterior e parte são capitais que migram para o País em busca de rendimentos financeiros mais altos. A Selic está atualmente em 10,75% ao ano e a expectativa entre os investidores é que continue subindo.

Operadores vêm ressaltando que os ingressos de moeda têm predominado no mercado brasileiro nas últimas semanas, contribuindo para tirar um pouco da pressão sobre o dólar. Na semana passada, a divisa dos EUA acumulou baixa de 1,07% sobre o real.

Esperanças de novos estímulos na China após dados fracos sobre o setor industrial do país também ajudaram a manter o dólar em baixa.

No início da tarde, a moeda americana chegou a registrar leves altas, atingindo R$ 2,3347 na máxima da sessão. Analistas atribuíram o movimento a um ajuste técnico, à medida que as cotações se aproximavam do patamar de R$ 2,30, considerado um piso de resistência, e às preocupações com a crise em torno da Crimeia.

A Ucrânia anunciou a retirada de suas tropas da Crimeia, depois que tropas russas ocuparam base naval na região. O medo da possibilidade de que a crise se intensifique tem mantido os operadores cautelosos.

Pela manhã, o BC brasileiro deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de 4 mil swaps cambiais, que equivalem à venda futura de dólares. Todos os novos contratos têm vencimento em 1º de dezembro, com volume equivalente a US$ 198,0 milhões. A autoridade monetária também ofertou swaps para 1º de outubro, mas não vendeu nenhum.

Além disso, também vendeu a oferta total de 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 1º de abril. No total, a autoridade monetária já rolou pouco mais da metade do lote para o mês que vem, que correspondem a US$ 10,148 bilhões.

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