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Cenário abre possibilidade para exportações norte-americanas de gás natural com o continente europeu

Reuters

A anexação da Crimeia pela Rússia sublinha a necessidade de os Estados Unidos e a União Europeia aprofundarem substancialmente os seus laços econômicos, disse a principal autoridade comercial de Washington neste sábado (22), abrindo a porta para as exportações norte-americanas de gás natural para a Europa.

Dias antes de funcionários do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e da UE realizarem uma cúpula em Bruxelas, o representante comercial norte-americano, Michael Froman, disse que, pela lógica, "nunca poderia ser mais forte" um acordo de livre comércio entre Estados Unidos e União Européia, apesar da crescente hostilidade pública a tal pacto.

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"Neste momento, quando olhamos ao redor do mundo, há uma razão poderosa para a Europa e os Estados Unidos se unirem para demonstrar que eles podem levar seu relacionamento a um novo nível", disse Froman.

"Os recentes desenvolvimentos apenas ressaltam a importância das relações transatlânticas. De uma perspectiva estratégica e econômica, a justificativa para o T-TIP nunca poderia ser mais forte", disse ele, referindo-se ao nome oficial do acordo proposto, uma parceria comercial e de investimento transatlântico.

Bruxelas e Washington dizem que um pacto de comércio abrangendo quase metade economia do mundo pode gerar US$ 100 bilhões em produção econômica adicional em um ano, em ambos os lados do Atlântico, bem como a criação de um mercado de 800 milhões de consumidores.

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