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Moeda americana foi cotada a R$ 2,3592 na venda; giro financeiro ficou em torno de US$ 1,6 bilhão

O dólar interrompeu série de quatro altas consecutivas e fechou em queda ante o real nesta quarta-feira (12), refletindo a desvalorização da divisa dos Estados Unidos em diversas praças internacionais.

Mas a moeda americana teve oscilações pequenas durante todo o pregão doméstico. Investidores evitaram fazer grandes apostas diante de dúvidas sobre os recursos captados pela Petrobras nesta semana.

-Leia também: diretor do BC dos EUA vê riscos em remover expansão monetária na hora errada

O dólar fechou em queda de 0,35%, a R$ 2,3592 na venda, após bater R$ 2,3744 na máxima e R$ 2,3560 na mínima do dia. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,6 bilhão.

Nas últimas quatro sessões, o dólar avançou 2,06% sobre a moeda brasileira
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Nas últimas quatro sessões, o dólar avançou 2,06% sobre a moeda brasileira

Após apreciar-se durante boa parte do pregão, a divisa dos EUA perdia terreno sobre o rand sul-africano, o peso mexicano, o euro, entre outros. Esse alívio nos mercados internacionais ocorreu após sinais de progresso nas tentativas diplomáticas para arrefecer as tensões na Ucrânia.

As moedas emergentes vêm sendo fortemente pressionadas nas últimas sessões por incertezas sobre o crescimento econômico chinês e a situação política da Ucrânia. Nesse contexto, o real não tem sido exceção. Nas últimas quatro sessões, o dólar avançou 2,06% sobre a moeda brasileira.

Apesar disso, dados do Banco Central mostraram que o Brasil registrou entrada líquida de US$ 2,702 bilhões na primeira semana de março, devido principalmente ao saldo positivo de US$ 2,505 bilhões na conta financeira.

Durante a tarde, o presidente do BC, Alexandre Tombini, reforçou o contexto de entrada de recursos, afirmando que, em fevereiro, houve ingresso líquido de US$ 9,2 bilhões em renda fixa, bolsa e Investimento Estrangeiro Direto (IED).

Petrobras

Na primeira parte do pregão desta quarta-feira (12), o cenário externo negativo persistiu, mas não chegou a ser suficiente para impulsionar o dólar no mercado doméstico. Isso deveu-se, segundo analistas, à cautela dos investidores diante da possível entrada de recursos da Petrobras.

A petroleira precificou, na segunda-feira (10), oferta de US$ 8,5 bilhões em bônus no exterior, em seis tranches com vencimentos entre três e 30 anos, com a demanda pelos papéis superando os US$ 22 bilhões.

Entre as mesas de câmbio, discute-se a possibilidade de a estatal manter no exterior boa parte desses recursos com o objetivo de rolar a dívida em moeda estrangeira.

Também ajudou a segurar a volatilidade a constante atuação do BC no câmbio. Nesta sessão, o vendeu oferta total de até 4 mil swaps cambiais — equivalentes à venda futura de dólares — em suas intervenções diárias, todos com vencimento em 1º de dezembro deste ano, com volume correspondente a US$ 197,8 milhões.

A autoridade monetária também ofertou contratos para 1º de outubro, mas não vendeu nenhum.

Além disso, fez mais um leilão de swaps para rolagem, vendendo a oferta total de até 10 mil contratos. No total, o BC já rolou o equivalente a US$ 1,478 bilhão, ou pouco menos de 15% do lote total que vence no próximo mês, correspondente a US$ 10,148 bilhões.

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