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Moeda americana também se valorizou frente a às principais divisas de países emergentes

O dólar fechou em alta ante o real pela quarta sessão consecutiva nesta terça-feira (11), acompanhando o fortalecimento da divisa em relação a outras moedas emergentes e diante de fluxos relevantes de saída de recursos do Brasil.

O dólar avançou R$ 0,62, a R$ 2,3675 na venda, acumulando ganhos de 2,06% nos últimos quatro pregões
Reuters
O dólar avançou R$ 0,62, a R$ 2,3675 na venda, acumulando ganhos de 2,06% nos últimos quatro pregões

Com isso, a moeda avançou mais em direção ao teto da faixa que baliza os negócios. A chamada "banda informal" vai de R$ 2,30 a R$ 2,40 vem balizando os negócios nas últimas semanas.

O dólar avançou R$ 0,62, a R$ 2,3675 na venda, acumulando ganhos de 2,06% nos últimos quatro pregões. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,5 bilhão.

No exterior, a divisa norte-americana também ganhou força em relação às principais moedas emergentes, que continuavam pressionadas por preocupações com o crescimento da China. A moeda chinesa recuou à mínima em quase cinco anos contra o dólar.

"De fato, está havendo fluxo de saída, que levou o mercado a voltar à dinâmica de compra (de dólares)", afirmou o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater, ressaltando ainda que há dúvidas sobre se a Petrobras internalizará os recursos captados na véspera.

A petroleira precificou, na segunda-feira, oferta de 8,5 bilhões de dólares em bônus no exterior, em seis tranches com vencimentos entre três e 30 anos, com a demanda pelos papéis superando os US$ 22 bilhões.

Na maior parte deste pregão, o dólar operou em queda ante o real, num movimento de ajuste após três sessões consecutivas de alta. Na mínima do dia, chegou a bater R$ 2,3395.

"Não houve grandes notícias e parece que o dólar deve ficar oscilando entre R$ 2,30 e R$ 2,40", disse o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano.

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A divisa dos Estados Unidos vem fechando dentro dessa banda informal há cerca de um mês. A interpretação dos especialistas é que esses níveis, além de já precificados diante do atual cenário econômico, são confortáveis para o BC brasileiro, pois não são inflacionários e, ao mesmo tempo, não prejudicam as exportações.

Nesta sessão, a autoridade monetária deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, contratos de venda futura de dólares. Foram 500 contratos para 1º de outubro e 3,5 mil para 1º de dezembro deste ano, com volume equivalente a US$ 198 milhões.

Além disso, deu continuidade à rolagem dos swaps que vencem em 1º de abril, também vendendo a oferta total de até 10 mil swaps. Com isso, o BC já rolou pouco menos de 10 por cento do lote para o próximo mês, que equivale a 10,148 bilhões de dólares.

"Como não há muitas notícias ruins no lado externo, a atuação do BC acaba fazendo com que o mercado cambial tenha algum alívio", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

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