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Moeda americana foi cotada a R$ 2,3212 na venda; giro financeiro ficou em torno de US$ 1,5 bilhão

O dólar fechou praticamente estável nesta quinta-feira (6), descolado do exterior, anulando as importantes perdas vistas em boa parte do pregão conforme investidores aproveitaram para comprar divisas quando a cotação encostou no patamar de R$ 2,30, considerado um piso informal importante.

-Leia também: Banco Central Europeu mantém taxa de juros em mínima histórica

As perdas mais cedo acompanharam a depreciação da divisa dos Estados Unidos nos mercados internacionais e após a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) sugerir a continuidade do ciclo de altas na Selic, o que tende a atrair recursos de fora ao País.

Dólar subiu anulando as importantes perdas vistas em boa parte do pregão
Getty Images
Dólar subiu anulando as importantes perdas vistas em boa parte do pregão

A moeda americana teve oscilação positiva de 0,06%, a R$ 2,3212 na venda, após chegar a R$ 2,3005 na mínima do dia. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,5 bilhão.

O dólar operou em queda durante boa parte da sessão, depois de o Banco Central afirmar por meio da ata do Copom que entende "ser apropriada a continuidade do ajuste das condições monetárias ora em curso".

No mercado de juros futuros, o documento alimentou ainda mais as apostas em que o BC promoverá em abril mais uma alta de 0,25 ponto percentual na Selic, atualmente em 10,75%. Juros maiores têm potencial para atrair mais investidores de fora, aumentando a oferta de dólares no mercado interno, em busca de mais ganhos financeiros.

Durante a manhã, as perdas ganharam fôlego, acompanhando os movimentos da divisa americana no exterior, com o mercado interpretando declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, como sinal de que a autoridade monetária europeia não deve adotar novos estímulos à economia no curto prazo.

Com isso, o euro acelerou os ganhos e chegou a atingir a máxima contra o dólar desde o fim de dezembro, influenciando também as principais moedas emergentes.

Pela manhã, o Banco Central deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que correspondem à venda futura de dólares. Foram 500 contratos para 1º de agosto e 3,5 mil para 1º de dezembro deste ano, com volume equivalente a US$ 198 milhões.

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