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Adesão ao Refis teve resultado positivo de R$ 29,2 milhões e impacto negativo de R$ 175,2 milhões

O banco Pan, ex-banco PanAmericano, aumentou o prejuízo líquido do quarto trimestre para R$ 182,9 milhões, ante perda de R$ 38,4 milhões em igual período de 2012, num resultado impactado pela sua adesão ao Refis e provisionamento para contingências cíveis, além de menor margem financeira.

Antigo banco PanAmericano registrou prejuízo de R$ 182,9 milhões no 4º trimestre de 2013
AE
Antigo banco PanAmericano registrou prejuízo de R$ 182,9 milhões no 4º trimestre de 2013

O banco informou na noite de segunda-feira (17) que a adesão ao regime de incentivo a quitação de dívidas promovido pelo governo federal, o Refis, teve resultado positivo de R$ 29,2 milhões e impacto negativo de R$ 175,2 milhões em razão da "não ativação do prejuízo fiscal decorrente da referida adesão".

A instituição financeira controlada pelo BTG Pactual também citou o pagamento de honorários jurídicos de R$ 3,7 milhões e a provisão para contingências cíveis no valor de R$ 50,2 milhões para justificar a última linha do balanço.

Do lado dos eventos não recorrentes com efeito positivo, o Pan registrou entrada líquida de R$ 48,9 milhões com o acordo judicial para encerramento do litígio em relação a CDBs de sua emissão.

Ajustado o resultado do período, o banco teve prejuízo de R$ 31,9 milhões entre outubro e dezembro.

A margem financeira líquida da instituição caiu para 11,6% no trimestre, ante 17% no mesmo período de 2012 e 12,9% no trimestre imediatamente anterior.

Em comunicado, o Pan afirmou que a diminuição foi reflexo da elevação das taxas de juros ao longo do ano passado. "Como o repasse desta alta às taxas praticadas nas operações de crédito não é imediato, há uma pressão negativa temporária na margem financeira", disse o banco.

O Pan encerrou o ano com uma carteira total de crédito de R$ 15,68 bilhões, crescimento de 14% na comparação anual. Segundo o banco, o crédito para pessoas físicas respondeu por 78,5% do total, ante 80,5% um ano antes, "mostrando diversificação ligeiramente maior de negócios".

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No período, as despesas de pessoal, tributárias e administrativas chegaram a R$ 416,8 milhões, alta de 6,2% sobre o mesmo trimestre de 2012, enquanto as despesas para provisão de créditos de liquidação duvidosas caíram 27,6%, a R$ 245,7 milhões.

"Estamos alcançando nas novas safras a qualidade de crédito que havíamos planejado, o que deverá se refletir no futuro em melhores indicadores de despesas e saldo de PDD (provisão para devedores duvidosos) sobre a carteira de crédito", disse o presidente do banco, José Luiz Acar, em comunicado.

No consolidado do ano, o Pan diminuiu o prejuízo para R$ 151,7 milhões, em relação ao resultado negativo de R$ 496 milhões registrado em 2012.

O patrimônio líquido consolidado do banco atingiu R$ 2,3 bilhões no final de 2013, com índice de Basileia em 13,4%.

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