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Férias do Brasil e no exterior, aliado à falta de notícias relevantes, reduz o giro médio diário da bolsa no mês de julho

Brasil Econômico

O volume médio diário negociado na BM&FBovespa em julho caiu drasticamente em relação à média observada ao longo de 2013 e, até mesmo, em relação a junho. No mês, até o dia 26, o giro financeiro médio diário é de R$ 6,04 bilhões, enquanto a média diária no ano é de R$ 7,66 bilhões.

E a principal explicação para isso, segundo analistas, é período de férias, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e Europa. “Estamos no período de férias no Brasil e no exterior. Sem notícias relevantes, os investidores aguardam a divulgação de resultados corporativos, que devem ganhar força na primeira semana cheia de agosto”, aponta Mitsuko Kaduoka, diretora de análise de investimento da BI&P — Indusval & Partners Corretora.

Média diária de volume financeiro da bolsa no ano é de R$ 7,66 bilhões
Getty Images
Média diária de volume financeiro da bolsa no ano é de R$ 7,66 bilhões

Mas não é esse o único motivo que derrubou o volume médio diário na bolsa brasileira. “O mês de junho foi bastante movimentado e este mês, até aqui, está sendo de calmaria, de ajustes de posições e sem notícias que abalem as estruturas”, diz Luiz Gustavo Pereira, estrategista da Futura Investimentos. No mês passado, o volume médio diário negociado foi de R$ 8,94 bilhões, segundo dados da própria BM&FBovespa, já considerando o vencimento do índice futuro de Ibovespa.

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Ontem, o volume financeiro foi próximo da média registrada em julho: R$ 6,31 bilhões. Já o Ibovespa encerrou o dia em queda de 1,32% e perdeu o patamar dos 49 mil pontos, ao encerrar o pregão aos 48.561 pontos. “Os investidores estão em compasso de espera quanto à decisão de Federal Reserve (Fed, banco central americano). Nem tanto pela decisão quanto à taxa básica de juros, mas sim pela possível sinalização quanto aos próximos passos dados no programa de recompra de títulos”, diz o analista.

Até o início dessa semana, os investidores saíram à procura de barganhas na bolsa brasileira, levando o índice de volta aos 49 mil pontos. Porém, nos últimos dois pregões, o Ibovespa já perdeu 1,74%. “Valorização de qualquer índice sem volume financeiro robusto, que sustente o movimento pode ser considerado como um ajuste técnico”, pondera Pereira.

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Já Nataniel Cezimbra, chefe da equipe de analistas do BB Investimentos lembra que três fatores têm influenciado o desempenho da BM&FBovespa nos últimos pregões. “A percepção de que as ações estão baratas; a divulgação de resultados melhores do que o esperado, como de Usiminas, BRFoods e de alguns bancos; e o cenário internacional melhor. Mas ainda não é céu de brigadeiro.”

As ações ordinárias da OGX, que chegaram a subiram mais de 5% durante o dia, fecharam o pregão estáveis, cotadas a R$ 0,64. Analistas acreditam que os papéis podem voltam a subir nos próximos pregões, na medida em que se aproxima o rebalanceamento da carteira teórica do Ibovespa, prevista para começar a vigorar em 02 de setembro. Como no último quadrimestre a negociação com as ações da petroleira cresceu é provável que o papel ganhe peso no índice, levando os gestores de fundos de investimento que seguem o Ibovespa, bem como os fundos de índices a aumentarem sua exposição à companhia.

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