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Saldo de investidores não residentes inverteu-se em julho e registrou entrada líquida de R$ 3,9 milhões no mês

Brasil Econômico

A saída de recursos de investidores estrangeiros na bolsa brasileira cessou em julho. Dados da BM&FBovespa mostram que no acumulado do mês, até a última sexta-feira, o saldo era positivo em R$ 3,9 milhões. Até o dia anterior, o fluxo de investidores não residentes na bolsa brasileira era negativo em R$ 13,6 milhões.

No acumulado do mês, até a última sexta-feira, o saldo de capital estrangeiro na bolsa era positivo em R$ 3,9 milhões
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No acumulado do mês, até a última sexta-feira, o saldo de capital estrangeiro na bolsa era positivo em R$ 3,9 milhões

Eduardo Velho, economista-chefe da gestora de recursos INVX Global lembra que o saldo dos estrangeiros em julho chegou a ser negativo em mais de R$ 1 bilhão. “O que estamos observando é uma estabilização da saída de recursos estrangeiros no mês. Mas ainda é cedo para afirmar que esses investidores voltaram à bolsa brasileira, já que a saída de recursos em junho foi a maior desde setembro do ano passado. E esses recursos ainda não voltaram à BM&FBovespa”, diz.

Outro fator que explica o movimento é o período de férias no hemisfério norte. Fabio Galdino, operador-sênior da BI&P Indusval & Partners Corretora diz que uma prova clara do impacto desse evento na bolsa brasileira é o percentual que esses investidores respondem pelo volume financeiro da BM&FBovespa como um todo. “No mês, até o dia 19, esse percentual era de 45,5%, enquanto no acumulado do ano, o percentual é de 42,7%. Ou seja, com a queda do volume financeiro na bolsa, a participação desse público cresce”, pondera.

A mudança de tendência deve-se, em parte, aos sinais dados por autoridades do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de que o plano de reduzir o programa de recompra de títulos ainda depende da divulgação de dados econômicos, e que o juro básico do país deve permanecer no piso recorde por um longo período. “Tudo dependerá do andamento das bolsas americanas. Se o S&P 500 continuar subindo é possível observarmos um movimento de recuperação do Ibovespa. Também precisamos esperar a definição quanto à nota de crédito dada ao Brasil pelas agências de classificação de risco. Elas foram as responsáveis por grande parte da derrocada da BM&FBovespa”, pondera Hamilton Moreira Alves, analista do BB Investimentos.

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Por ora, o principal índice acionário da bolsa brasileira apresenta trajetória positiva. Ontem, o Ibovespa chegou a flertar com os 49 mil pontos, mas encerrou o dia em alta de 0,51%, aos 48.819 pontos. Esse foi o sexto dia, em sete pregões, que o Ibovespa terminou em terreno positivo.

Os papéis que apresentaram as maiores altas foram MMX (12,08%) e LLX (8,7%), que reagiram à divulgação de um relatório do UBS, que revela que empresas nacionais e internacionais estariam interessadas em adquirir ativos do grupo EBX, entre elas a Keppel Corp, Sembcorp Marine e Glencore. As ações da OGX subiram apenas 1,89%, cotadas a R$ 0,54. Na ponta oposta, as ações ordinárias e preferenciais da Oi foram o destaque de queda, com desvalorização de 5,34% e 4,14%, respectivamente, seguidas pelos papéis da empresa Brookfield, com queda de 4,49%.

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