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Cotação fechou em queda de 0,54%, a R$ 2,224, ampliando a baixa no mês a 0,31%

Agência Estado

Após um leve recuo na sessão da véspera, o dólar voltou a registrar perdas ante o real nesta terça-feira (23) na esteira do movimento internacional.

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Na maior parte do dia, a moeda americana manteve-se em baixa em relação ao euro e a divisas de países ligados a commodities, como o Brasil. Internamente, a trajetória foi até um pouco mais intensa, o que fez o dólar encerrar em queda de 0,54% no balcão, cotado a R$ 2,2240. Em julho, a baixa acumulada é de 0,31% e, no ano, a valorização alcança 8,75%.

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Na máxima, a cotação atingiu R$ 2,2410 (+0,22%) e, na mínima, marcou R$ 2,2140 (-0,98%). Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,76 bilhão. O dólar pronto na BM&F teve baixa de 0,49%, a R$ 2,2210, com apenas cinco negócios. No mercado futuro, o dólar para agosto valia R$ 2,2270, em queda de 0,51%.

Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,76 bilhão
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Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,76 bilhão

Apesar de abrir em leve alta, o dólar passou a recuar logo cedo, sob a influência do exterior. Profissionais disseram que, com a moeda à vista perto dos R$ 2,40, exportadores aproveitaram para internalizar recursos. "Tivemos ordens de entrada de exportação, aproveitando a moeda mais alta", comentou Luiz Carlos Baldan, diretor da Fourtrade.

Com a moeda americana em baixa, os importadores também apareceram. Segundo João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti Corretora, sempre que o dólar se aproxima dos R$ 2,21, os importadores aproveitam para comprar, em meio à percepção de que a moeda não recuará para abaixo de R$ 2,20, considerando o atual cenário. O movimento ajudou o dólar a permanecer perto dos R$ 2,22, embora a moeda tenha recuado mais do que no exterior.

Neste pregão, o Banco Central (BC) permaneceu fora dos negócios. Nas três sessões anteriores, o BC havia feito um leilão de swap cambial por dia, em operações equivalentes à venda de dólares no mercado futuro.

Profissionais disseram que as operações, para rolagem de contratos que vencem em 1º de agosto, devem continuar, para evitar que, com a virada do mês, recursos sejam retirados do sistema —o que traria pressão de alta.

Pela manhã, o BC informou que o déficit nas transações correntes do País somou US$ 3,953 bilhões em junho, melhor que o intervalo previsto pelos economistas, de déficit entre US$ 4,2 bilhões e US$ 6,1 bilhões.

No acumulado de janeiro a junho, o déficit em conta corrente soma US$ 43,478 bilhões, o equivalente a 3,82% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado dos últimos 12 meses até junho, o saldo está negativo em US$ 72,465 bilhões, o que representa 3,17% do PIB.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, informou que o fluxo cambial em julho, até o dia 19, está negativo em US$ 2,484 bilhões.

Os bancos permaneciam na posição comprada no mercado à vista, com saldo de US$ 570 milhões —em junho, porém, as instituições tinham encerrado o mês bem mais compradas, em US$ 3,063 bilhões. No ano, até o dia 19, o fluxo está positivo em US$ 7,051 bilhões.

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