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Meta é crescer 13%, ante os 15% anteriores; no primeiro semestre cresceu somente 4,4%

Brasil Econômico

Banco Bradesco
Getty Images
Banco Bradesco

Depois de mais um trimestre de desaceleração do ritmo de crescimento das operações de crédito, o banco Bradesco anunciou ontem, juntamente com os resultados obtidos entre abril e junho, seu novo “guidance” para o crescimento do saldo das carteiras, que recuou para a faixa de 10% a 15%. O mais provável, segundo informou a instituição, é atingir 13%. Em março, a estimativa era de algo em torno de 15%. No primeiro semestre, o aumento do crédito foi de 4,4%. Ao determinar esses 13% para 2013, portanto, o banco espera dobrar o ritmo de aumento para 8,2% no segundo semestre.

De forma geral, os resultados vieram ligeiramente melhores do que as expectativas de boa parte do mercado. O lucro atingiu R$ 2,978 bilhões, em alta de 4% , e o ritmo de crescimento do crédito desacelerou um pouco menos do que o previsto: a carteira expandida (que inclui avais e fianças) terminou junho em R$ 402,517 bilhões. Isso representou 10,3% de aumento em relação a junho de 2012 — analistas esperavam algo entre 9% e 10%. No primeiro trimestre, o aumento em 12 meses havia sido de 11,6%.

“O crescimento do crédito acompanha o da economia. Revisamos nossas expectativas para crescimento do PIB, de 3,5% para 2,3%, e também as estimativas para o crédito”, disse Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente da instituição, em teleconferência a jornalistas ontem pela manhã. “É uma readequação ao cenário”, diz Luiz Carlos Angelotti, diretor de relações com investidores do banco. Angelotti lembra, porém, que algumas linhas, como o crédito consignado e o imobiliário, cresceram muito mais — em torno de 50% e 30%, respectivamente.

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Se o crescimento da carteira desacelerou, a margem financeira com essas operações, porém, mostrou recuperação, principalmente devido a queda da inadimplência, de 4,2% em junho de 2012 para 3,7% em junho último. A margem líquida de provisões aumentou de R$ 4,305 bilhões para R$ 4,540 bilhões, entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. Em junho de 2012, estava em R$ 3,955 bilhões. “A mudança de patamar nas provisões para devedores duvidosos é positiva e reflete uma mudança no perfil do tomador de crédito brasileiro”, acredita Cappi. O Bradesco esperava alcançar o índice em dezembro.

O analista do BB Investimentos, Carlos Daltozo, considerou o resultado “consistente e sem surpresas”, com destaques para a queda, pelo quarto trimestre consecutivo, na despesa de provisões contra calotes (-0,5% no trimestre) e despesas operacionais sob controle, com evolução de 4,1% ao ano. As ações do Bradesco reagiram bem aos resultados. Os papéis preferenciais, os mais negociados, chegaram a bater em R$ 29,18 e, mesmo recuando da máxima do dia, ainda fecharam em forte alta de 3,67%, a R$ 28,79.

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