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Para o diretor de pesquisas do banco, o BC também se mostra incerto sobre a recuperação econômica do País ante a queda nos índices de confiança dos empresários e consumidores

Agência Estado

O diretor de Pesquisas para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, destacou na sua leitura da ata do Copom, divulgada nesta quinta-feira (18) o fato de o Banco Central não ter feito menção ao balanço de risco desfavorável para as perspectivas de inflação e de ter se mostrado um pouco incerto sobre a recuperação econômica esperada ante a erosão de confiança dos consumidores e dos empresários.

Em relatório que enviou a clientes, Ramos observou também o destaque dado pela ata ao desempenho inferior das economias emergentes. Além disso, "a inflação projetada permanece acima da meta, tanto no final deste ano como em 2014", escreveu o economista.

Ele apontou ainda que nesta ata o BC deixou de afirmar que a taxa de juro neutra diminuiu nos últimos anos, o que pode ser um indício de que a Selic continuará subindo.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do BC elevou a Selic, referência do juro no País, pela terceira vez consecutiva em 0,5 ponto porcentual, para atuais 8,5% ao ano.