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Com leilão de swap cambial, a cotação fechou a R$ 2,227, depois da mínima a R$ 2,221

Após os fortes movimentos nos últimos dias, o dólar teve um comportamento mais contido nesta quinta-feira (18) ante o real. O leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), feito pelo Banco Central (BC) pela manhã, favoreceu a queda de 0,18% da moeda americana no balcão, para R$ 2,2270. Na operação, o BC vendeu a totalidade dos 20 mil contratos oferecidos, sendo que amanhã a mesma quantidade de contratos será ofertada.

Na máxima do dia, às 9h29, o dólar à vista atingiu R$ 2,2430 (+0,54%), em sintonia com o exterior, onde os investidores esperavam por mais um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke. Os dados positivos da economia americana, divulgados pela manhã, também favoreceram o avanço global da moeda americana naquele momento.

No Brasil, porém, já estava previsto o leilão de swap cambial do BC, para entre 10h30 e 10h40, conforme anúncio feito no fim dos negócios ontem. Na operação, o BC vendeu todos os 20 mil contratos para 1/8/2013, em um total de US$ 994,9 milhões. Pouco depois do anúncio do resultado, o BC anunciou novo leilão de até 20 mil contratos de swap para 2/12/2013, desta vez para entre 10h30 e 10h40 de amanhã.

Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,520 bilhão
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Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,520 bilhão

Os leilões de hoje e de amanhã têm o objetivo de favorecer a rolagem dos vencimentos de agosto. Vale lembrar que em junho o BC fez uma série de leilões de swap justamente para 1º de agosto, em um esforço para tentar conter o forte movimento de alta do dólar ante o real. Agora, com a proximidade do vencimento, os dólares poderiam voltar para o Banco Central. Para evitar pressão de alta no futuro, o BC faz a rolagem.

Com o swap desta quinta-feira (18), o dólar atingiu sua cotação mínima do dia, de R$ 2,2210 (-0,45%), às 10h50. À tarde, às 14h46, a moeda voltou a marcar essa mínima, mas não teve ímpeto para recuar ainda mais ante o real.

No fim da sessão, a moeda reduziu as perdas no balcão, enquanto o dólar para agosto passou a registrar leve alta, tentando se alinhar ao exterior, onde a divisa dos EUA registrava ganhos em relação a boa parte das moedas de países dependentes de commodities.

Da cotação máxima para a mínima, o dólar oscilou -0,98%, sendo que o movimento foi mais contido que os verificados nos últimos dias, desde segunda-feira (15). Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,520 bilhão, sendo US$ 1,398 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2325, estável ante o fechamento de ontem.

Pela manhã, o Banco Central também divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Pela primeira vez, ele elevou, de forma significativa, a taxa de câmbio usada como referência para suas decisões. Conforme o documento, a cotação usada passou de R$ 2,05 para R$ 2,25. A mudança está em sintonia com a percepção do mercado, de que um dólar em patamares mais baixos é coisa do passado.