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Empresa capta R$ 1,03 bi em IPO, mas investidor mostra que não quer novas ações. Operação só saiu por ter garantia firme prévia

Brasil Econômico

CPFL Renováveis capta R$ 1,03 bilhão em IPO
Divulgação
CPFL Renováveis capta R$ 1,03 bilhão em IPO

Os investidores ainda não querem novas ofertas de ações e a operação da CPFL Energia Renováveis foi a prova disso ontem. Exceção à regra, a empresa levou adiante sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) mas vendeu os papéis no piso das estimativas dadas pelos bancos coordenadores da oferta, de R$ 12,51, e só vendeu porque tinha garantia firme de compra. Com isso, a companhia captou R$ 1,03 bilhão.

Se não fossem BTG Pactual e Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil — que se comprometeram a comprar R$ 900 milhões em ações da companhia — essa operação não sairia. “A demanda pelas ações da empresa pelas pessoas físicas foi baixa, ainda que melhor do que a demanda pelos papéis da Votorantim Cimentos”, diz uma fonte.

Foi justamente a demanda fraca que levou a cimenteira do grupo Votorantim e a Tupy a adiarem, para setembro, a decisão de levar, ou não, adiante as respectivas ofertas. “Tudo dependerá das condições de mercado. Pelo menos a cotação da divisa americana ante o real está arrefecendo, o que é bom para os estrangeiros”, diz outra fonte que não quis se identificar.

Francisco Deusmar Queirós, presidente da Pague Menos — outra empresa que recuou em seus planos de levantar recursos via oferta de ações este ano — é categórico ao dizer que, para a rede de farmácias, 2013 acabou. “Não pensamos — e não queremos — retomar a oferta esse ano, dada às condições de mercado. O país precisa mostrar melhor desempenho econômico. Só retomaremos nossos planos em 2014, para aproveitar o embalo da Copa do Mundo e o fato de que o Brasil estará em evidência”, afirma o executivo. “Estamos capitalizados e só levaremos a operação adiante se valer à pena”.

Outro caso é da Unidas Rent a Car que recebeu aval da CVM para migrar de categoria B, que lhe permitia emitir títulos não conversíveis em ações, em categoria A, que lhe permite lançar ações. Uma fonte afirmou ao Brasil Econômico que a companhia não deve protocolar imediatamente o pedido de registro de oferta no órgão regulador, mas quer estar preparada para o fazer assim que as condições de mercado permitirem.

Segundo dados da Anbima, apesar das condições adversas, o primeiro semestre deste ano foi melhor em termos de ofertas de ações se comparado a 2012: as empresas captaram R$ 17,7 bilhões, 105,8% mais do que os R$ 8,6 bilhões em igual período do ano anterior.

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