Tamanho do texto

Na cotação máxima do dia, moeda marcou R$ 2,2660 e, na mínima, atingiu R$ 2,2270

Agência Estado

O dólar voltou a registrar forte oscilação ante o real brasileiro nesta quarta-feira (17), dando continuidade a um padrão verificado desde a última segunda-feira (15).

Embora o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, também tenha tirado a força do dólar mais cedo em outras praças, o movimento foi mais intenso no Brasil.

E mesmo com a recuperação da moeda no exterior durante a tarde, o dólar à vista fechou em baixa de 1,20% no balcão brasileiro, cotado a R$ 2,2310.

Na cotação máxima da sessão de hoje, às 9h22, o dólar marcou R$ 2,2660 (+0,35%) e, na mínima, às 13h07, atingiu R$ 2,2270 (-1,37%). Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -1,72%.

Desde a segunda-feira (15), tem chamado a atenção justamente o fato de o dólar, no Brasil, registrar movimentos extremos, muitas vezes na contramão do que é visto no exterior. Na segunda (15), o dólar no balcão caiu 1,68%, em um recuo bem mais intenso que o verificado ante outras divisas de países ligados a commodities.

Enquanto o dólar subia ante boa parte das moedas de países emergentes, ele caiu mais de 1% ante o real
Getty Images
Enquanto o dólar subia ante boa parte das moedas de países emergentes, ele caiu mais de 1% ante o real

Ontem, apesar da queda no exterior, o dólar fechou em forte alta ante o real, de 1,30%. Nesta quarta-feira (17), por sua vez, enquanto o dólar subia ante boa parte das moedas de países emergentes no fim da tarde, ele caiu mais de 1% ante o real.

O discurso do presidente do Fed, divulgado pela manhã, trouxe um viés de queda para a moeda americana em todo o mundo, em meio à perspectiva de que os estímulos à economia dos EUA continuarão por mais tempo. Com uma linguagem mais clara, Bernanke afirmou em discurso que as compras de US$ 85 bilhões por mês em bônus "não têm de forma alguma uma direção definida".

Ele disse ainda que o Fed pode manter o programa intacto por mais tempo ou até aumentar as compras, se o mercado de trabalho piorar ou se a inflação não voltar a ficar próxima da meta de 2%. No Brasil, isso fez o dólar cair de forma mais consistente, após a moeda ter registrado ganhos na abertura.

Mais tarde, com Bernanke respondendo perguntas de congressistas nos EUA, a moeda americana voltou a recuperar terreno ante outras divisas —mas isso não ocorreu em relação ao real.

Enquanto o dólar caiu 1,20% no Brasil, às 16h39 a moeda tinha alta de 0,14% ante o dólar australiano, subia 0,41% ante o canadense e tinha leve baixa de 0,11% ante o neozelandês. Perto deste horário, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2370 (-1,04%) no mercado futuro brasileiro.

À tarde, o Banco Central informou que o fluxo cambial estava negativo em US$ 1,105 bilhão em julho até o dia 12, resultado de um fluxo financeiro negativo de US$ 1,520 bilhão e um fluxo comercial positivo de US$ 415 milhões.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.