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Moeda americana recuou 1,88%, a R$ 2,2243 na venda; volume financeiro foi de US$ 1,3 bi

Reuters

O dólar recuou quase 2% ante o real nesta segunda-feira (15), a maior queda em mais de um ano, após a divulgação do crescimento econômico da China ter estimulado a demanda por ativos de países com perfil exportador de commodities, como é o caso do Brasil.

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Mais cedo, foi divulgado que a China registrou expansão dentro do esperado, frustrando aqueles investidores que apostaram numa desaceleração mais forte da segunda maior economia do mundo.

O dólar fechou em queda de 1,88%, a R$ 2,2243 na venda, a maior retração desde 29 de junho do ano passado, quando a moeda caiu 3,20%. O pregão foi marcado, mais uma vez, pelo baixo volume de negócios, com cerca de US$ 1,3 bilhão, de acordo com dados da BM&F.

O dólar australiano, neste pregão, subia cerca de 0,60% ante o dólar
Getty Images
O dólar australiano, neste pregão, subia cerca de 0,60% ante o dólar

O crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) da China desacelerou para 7,5% entre abril e junho —o nono trimestre dos últimos 10 em que a expansão enfraqueceu—, mas trazendo alívio ao mercado já que o crescimento não ficou ainda menor após a queda inesperada nas exportações em junho.

O dado chinês fez os investidores renovarem o apetite por moedas de países emergentes exportadores de commodities. Mas o recente desempenho do real pior do que seus pares devido ao fraco crescimento no Brasil, inflação elevada e flexibilização da política fiscal tornava o ajuste da moeda brasileira mais forte.

O dólar australiano, neste pregão, subia cerca de 0,60% ante o dólar.

As notícias vindas da China fizeram até alguns analistas revisarem, e para baixo, suas perspectiva para o dólar ante o real no curto prazo. O Credit Suisse, por exemplo, para os próximos três meses, acredita que a divisa ficará em R$ 2,20, e para os próximos 12 meses, em R$ 2,15.

Também contribuiu para a queda do dólar um fator técnico. Quando a cotação veio abaixo de R$ 2,2430, rompeu o piso da margem de negociação vista nos últimos sete dias e abriu espaço novas baixas, podendo levar a cotação para o novo piso de R$ 2,1745, de acordo com a consultoria Informa Global Markets.

O ambiente mais favorável ao risco também continuou sendo alimentado pela possibilidade de o Federal Reserve, banco central americano, manter a política monetária expansionista por mais tempo, reforçada por dados mistos da economia dos EUA. As vendas no varejo veio abaixo das expectativas, mas o setor industrial do Estado de Nova York cresceu em julho.

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