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Risco regulatório de alteração dos pedágios não reduziu atratividade de concessionárias, que podem crescer com novos leilões

Brasil Econômico

Os riscos regulatórios aumentaram para as concessionárias de rodovias depois que as manifestações populares levaram os governos federal e de São Paulo a suspender o reajuste das tarifas de pedágio. Ainda assim, analistas ouvidos pelo Brasil Econômico sugerem a compra dos papéis, dado seu perfil defensivo.

No ano, os papéis da CCR e da Ecorodovias registram desvalorização de 14,4% e 11,22%, respectivamente
Futura Press
No ano, os papéis da CCR e da Ecorodovias registram desvalorização de 14,4% e 11,22%, respectivamente

A CCR — responsável pela administração da NovaDutra, AutoBan e ViaOeste —, a Arteris — que administra 3,2 mil quilômetros de rodovias de cinco estados — e a Ecorodovias — responsável pela administração do sistema Anchieta-Imigrantes — são as empresas mais expostas à atividade e tendem a se beneficiar em um cenário de baixo crescimento econômico, dada a previsibilidade de fluxo de caixa e proteção inflacionária — as tarifas de pedágio são reajustadas de acordo com os índices de inflação. “Não é que estamos otimistas quanto ao setor. Mas, diante das condições apresentadas, as concessionárias de rodovias são uma boa oportunidade de investimento”, destaca Renato Hallgren, analista do BB Investimentos.

Além disso, são esperados leilões de nove trechos de rodovias federais para este semestre e, segundo especialistas, essas empresas devem participar. “Se as companhias listadas em bolsa vão levar, ou não, vai depender do desconto da tarifa teto. Mas hoje não trabalho com cenário de desconto alto, devido ao crescimento dos riscos regulatórios, o que tende a ser positivo para as vencedoras”, pondera Felipe Silveira, analista da Coinvalores.

No ano, os papéis da CCR e da Ecorodovias registram desvalorização de 14,4% e 11,22%, respectivamente — ante desvalorização de 25,3% do Ibovespa —, enquanto as ações da Arteris acumulam alta de 9,78% em 2013.

Veja também: Maiores construtoras valem na bolsa menos do que seus ativos

Um ponto de preocupação entre investidores é o impacto financeiro do não reajuste das tarifas de pedágio, motivado pelas manifestações populares, que, para Ricardo Correa, diretor da Ativa Corretora, foi amenizado pelo não repasse às concedentes. “No dia seguinte ao anúncio do governador Geraldo Alckmin, as ações das empresas impactadas recuaram. Mas o fato de o governo abrir mão de receita mostra que os contratos não devem ser quebrados”, diz.

As corretoras recomendam compra para as ações da CCR, Arteris e Ecorodovias, exceto a Ativa, que sugere manutenção para a última companhia.

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