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Moeda americana fechou cotada a R$ 2,2670 na venda; volume ficou em torno de US$ 1,4 bi

Agência Estado

O dólar fechou em alta em relação ao real nesta sexta-feira (12) diante de mais sinais de fragilidade da economia brasileira, que podem assustar os investidores estrangeiros e levá-los a retirarem seus recursos do mercado local.

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Pesou também o movimento de valorização da divisa dos Estados Unidos no mercado externo, onde as preocupações sobre o programa de estímulos do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, foram renovadas.

O dólar avançou 0,35%, para R$ 2,2670 na venda. Segundo dados da BM&F, o volume ficou em torno de US$ 1,4 bilhão.

O dólar registrou leves altas desde a abertura dos negócios neste pregão, que não contou com atuação do Banco Central. Os investidores se assustaram com a contração em maio do Índice de Atividade do BC (IBC-Br) —considerado espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB)— de 1,4%, a maior mensal desde o final de 2008 e pressionado pela fraqueza da produção industrial.

O dólar registrou leves altas desde a abertura dos negócios neste pregão
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O dólar registrou leves altas desde a abertura dos negócios neste pregão

Na noite de quinta-feira (12), o BC retirou uma exigência de capital em empréstimos no exterior feitos por instituições financeiras do mesmo grupo para facilitar a entrada de recursos estrangeiros no país. No entanto, a medida não surtiu efeito no dia seguinte, com o dólar subindo ante o real.

As dúvidas sobre quando o Fed vai reduzir o programa de compra de ativos, que injeta US$ 85 bilhões mensais na maior economia do mundo, também causaram apreensão no mercado de câmbio.

No exterior, o dólar ficou em alta justamente pela expectativa de que o Fed será o primeiro grande BC do mundo a desmontar o estímulo monetário. Sobre uma cesta de moedas, a divisa americana tinha alta de 0,27%, enquanto o euro caía 0,24% sobre o dólar.