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Queda ocorreu um dia após o governo anunciar que vai exigir R$ 15 bilhões como bônus mínimo para o leilão do Campo de Libra, R$ 5 bilhões a mais que o previsto pelo mercado

Agência Estado

As ações da Petrobras não têm trégua. Um dia depois de o governo anunciar que vai exigir R$ 15 bilhões como bônus mínimo para o leilão do Campo de Libra, R$ 5 bilhões a mais do que o previsto pelo mercado, os papéis da petroleira desabaram na sexta-feira (5).

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Durante a tarde, chegaram a cair mais de 7% e atingiram o menor nível em oito anos. No fim do dia, elas se recuperam um pouco, mas ainda assim as ações ON fecharam em queda de 6,11%.

A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) piorou as perspectivas para a petroleira. 

Durante a tarde, as ações da Petrobras chegaram a cair mais de 7% e atingiram o menor nível em oito anos
Agência Petrobras
Durante a tarde, as ações da Petrobras chegaram a cair mais de 7% e atingiram o menor nível em oito anos

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) defendia um preço mais baixo para o bônus do Campo de Libra, no primeiro leilão do pré-sal, que será realizado em 22 de outubro. Para a agência, o preço mais baixo estimularia a concorrência.

Mas o bônus maior, de R$ 15 bilhões, deverá ajudar o governo a cumprir as metas para as contas públicas, um dos cinco compromissos assumidos pela presidente Dilma Rousseff em resposta aos protestos.

A decisão do CNPE "confirma as expectativas negativas do que o governo trabalharia com um bônus de assinatura mais alto para fechar o vão no superávit primário", informou o Itaú BBA. 

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