Tamanho do texto

Moeda americana comercial encerrou esta sexta-feira (5) vendida a R$ 2,2595

A intervenção do Banco Central (BC), que vendeu US$ 1,934 bilhão no mercado futuro, não conseguiu segurar a moeda americana. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (5) vendido a R$ 2,2595, com alta de 0,09%. O câmbio fechou a semana com aumento de 1,25%. No ano, o dólar acumula alta de 10,51%.

-Veja também: Bovespa cai 1,2% por preocupações com alta do dólar e estímulos nos EUA

O aumento do dólar, no entanto, poderia ter sido maior. Por volta das 11h40, a moeda americana chegou a subir para R$ 2,2675, o valor mais alto do dia. A cotação oscilou bastante nas horas seguintes até cair para R$ 2,2520 por volta das 16h, subindo novamente até encerrar praticamente estável em relação ao fechamento de quinta-feira (4). A mínima do dia foi registrada por volta das 9h30, quando o dólar chegou a R$ 2,2484.

Além de vender dólares no mercado futuro, por meio dos leilões de swap cambial tradicional, o BC tomou medidas para segurar a alta da moeda americana. Na quarta-feira (3), a autoridade monetária eliminou as restrições de prazos para que os exportadores financiem pagamentos antecipados.

 O câmbio fechou a semana com aumento de 1,25%; no ano, o dólar acumula alta de 10,51%
Getty Images
O câmbio fechou a semana com aumento de 1,25%; no ano, o dólar acumula alta de 10,51%

Antes, os exportadores que quisessem antecipar o recebimento das receitas com as vendas para o exterior poderiam pegar empréstimos de até cinco anos. O BC derrubou esse limite, permitindo que financiamentos de prazos mais longos sejam concedidos. A medida aumenta a oferta de dólares no mercado, empurrando a cotação para baixo.

Além disso, no último dia 25, o BC retirou o compulsório sobre a posição vendida de câmbio. Com a medida, os bancos deixaram de recolher à autoridade monetária parte dos valores aplicados em apostas de que o dólar vai cair.

Há mais de um mês, o mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), Banco Central americano, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta.

Ele poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos.

A instabilidade piorou depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado, há duas semanas, que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia dos Estados Unidos continue a se recuperar. Se a ajuda diminuir, o volume de moeda americana em circulação cai, aumentando o preço do dólar em todo o mundo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.