Tamanho do texto

Ibovespa caiu 0,41%, em 45.004 pontos; giro financeiro do pregão foi de R$ 7,99 bilhões

Reuters

O principal índice acionário da Bovespa caiu pela quarta sessão consecutiva nesta quarta-feira (3), mais uma vez pressionado pelo tombo da petrolífera OGX, em dia marcado também por preocupações com o cenário doméstico e tensões políticas no exterior.

Após um pregão volátil, o Ibovespa reduziu as perdas nos ajustes de fechamento e terminou o dia em queda de 0,41%, em 45.044 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 7,99 bilhões.

-Veja também: Guido Mantega afirma que há movimento internacional de alta do dólar

O movimento nos ajustes refletiu o comportamento das ações da Vale, que diminuíram as perdas para 0,38%, após a mineradora anunciar que conseguiu licença de instalação do projeto Serra Sul, o maior empreendimento de sua história.

Com o resultado desta quarta-feira (3), o Ibovespa acumula queda de 5,4% nas últimas quatro sessões.

Com o resultado desta quarta-feira (3), o Ibovespa acumula queda de 5,4% nas últimas quatro sessões
Getty Images
Com o resultado desta quarta-feira (3), o Ibovespa acumula queda de 5,4% nas últimas quatro sessões

A expectativa é que o pregão de quinta-feira (4) tenha liquidez reduzida, com ausência de boa parte dos estrangeiros do mercado, enquanto Wall Street ficará fechada devido ao feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos.

A espera pela divulgação do relatório de emprego (payroll) americano na sexta-feira (5) também deve contribuir para o tom de cautela dos mercados, segundo operadores.

Nesta sessão, chamou atenção o comportamento atípico das ações da varejista B2W, que dispararam quase 28%, mais uma vez na contramão do mercado, com operadores citando movimentos de cobertura de posições vendidas.

Já a ação da OGX, do grupo EBX, de Eike Batista, novamente foi o destaque de queda do índice, perdendo mais de 13%.

Além das questões domésticas, ainda existe um estresse adicional diante das preocupações com a instabilidade política no Egito e as tensões em Portugal.

O chefe das Forças Armadas do Egito suspendeu nesta quarta-feira (3) a Constituição do país e declarou efetivamente a remoção do presidente eleito, o islamita Mohamed Mursi.

Em Portugal, investidores temiam que a saída de duas autoridades de alto escalão do governo e a chance de novas renúncias possam inviabilizar a saída do país do resgate internacional. Esses receios fizeram o rendimento dos títulos do país disparar e a bolsa afundar mais de 5% na sessão.

    Leia tudo sobre: Bovespa