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Contrato mais negociado, com entrega para agosto, encerrou a US$ 99,60 o barril

Agência Estado

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta terça-feira (2), atingindo o maior nível desde maio de 2012. A commodity foi impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

-Veja também: ouro fecha em queda após indicador positivo dos EUA

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para agosto, avançou US$ 1,61 (1,61%), encerrando a US$ 99,60 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para agosto subiu US$ 1,00 (0,97%) e fechou a US$ 104,00. Com isso, o spread entre os dois caiu para menos de US$ 5 pela primeira vez desde janeiro de 2011.

Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para agosto subiu US$ 1,00 (0,97%)
Divulgação
Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para agosto subiu US$ 1,00 (0,97%)

As cotações do petróleo têm sido incentivadas nos últimos dias pelos receios de interrupção de oferta no Oriente Médio. Na Síria, os rebeldes que tentam derrubar o presidente Bashar al-Assad começarão a receber armas dos Estados Unidos.

No Egito, termina na quarta-feira (3) um prazo dado pelos militares para que o presidente Mohammed Morsi chegue a um acordo com a oposição, que pede sua renúncia. Se não houver consenso, as Forças Armadas vão intervir.

Na agenda de indicadores, as encomendas à indústria de bens manufaturados dos EUA aumentaram 2,1% em maio ante abril, para US$ 485 bilhões. 

Por outro lado, a atividade das empresas na área da cidade de Nova York se deteriorou fortemente em junho, com o índice local de condições empresariais recuando para o nível mais baixo desde maio de 2009, para 47.

Os investidores, no entanto, aguardam mesmo o relatório de emprego (payroll) dos EUA de junho, que será publicado na sexta-feira (5) e deve ajudar a direcionar as apostas de quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) começará a desfazer sua política de relaxamento quantitativo.

William Dudley, presidente da regional de Nova York, disse nesta tarde que o BC americano ainda não está pronto para apertar a política monetária, apesar dos sinais de melhora na economia. 

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