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Moeda americana fechou cotada a R$ 2,2490; giro financeiro foi de US$ 2,005 bilhões

Agência Estado

A busca por segurança em dólar caracterizou o mercado de câmbio brasileiro nesta terça-feira (2). A divisa americana foi influenciada pelo exterior negativo, pela fuga de investidores da Bovespa e pelos dados decepcionantes da produção industrial no País em maio.

-Veja também: Bovespa amarga pior queda diária desde setembro de 2011

Ainda assim, o Banco Central (BC) manteve-se fora dos negócios. O dólar à vista negociado no balcão fechou em alta de 0,85%, cotado a R$ 2,2490. Trata-se do maior patamar desde o último dia 20. No ano, a moeda americana acumula alta de 9,98%.

Em alta ao longo do dia, na cotação mínima, registrada na abertura, o dólar valeu R$ 2,2360 (+0,27%) e, na máxima, às 15h12, atingiu R$ 2,2540 (+1,08%). Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,005 bilhões. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2630, em alta de 0,87%.

No ano, a moeda americana acumula alta de 9,98%
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No ano, a moeda americana acumula alta de 9,98%

Pela manhã, o dólar avançava ante boa parte das divisas com elevada correlação com commodities, em meio a especulações sobre quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) iniciará o processo de redução de estímulos à economia do país.

No Brasil, a valorização do dólar também foi favorecida pelos dados de produção industrial divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, a produção industrial caiu 2% ante abril, na série com ajuste sazonal.

O resultado veio abaixo do piso das estimativas, que iam de -1,70% a zero. Em relação a maio de 2012, a produção industrial subiu 1,4%. A retração da indústria foi generalizada, atingindo 20 dos 27 ramos pesquisados.

À tarde, o cenário externo voltou a pesar. A expectativa antes da divulgação do relatório de empregos nos EUA (payroll), na sexta-feira (5), direcionou a procura por segurança. Além disso, o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, afirmou que o banco central americano ainda não está pronto para apertar a política monetária.

Mas, segundo ele, provavelmente o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) começará a reduzir o programa de compra de bônus mais tarde neste ano, embora esse movimento não deva ser interpretado como sinal de planos para uma elevação das taxas de juros de curto prazo.