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Brookfield e MRV puxaram a fila, com quedas de 56% e 44%, respectivamente

Reuters

Empresas brasileiras de construção civil perderam até metade de seu valor de mercado no primeiro semestre do ano, em meio ao fraco crescimento econômico do País, alta dos juros e investidores mais avessos a risco.

-Veja também: OGX cancela investimentos e ações caem quase 30%

Brookfield e MRV puxaram a fila, com quedas de 56% e 44%, respectivamente. A seguir vieram Gafisa, com queda de 39%, seguida por PDG Realty e Rossi, com quedas de 36%. No mesmo período, o índice acionário brasileiro de referência, o Ibovespa, caiu 22,5%.

Para analistas, o desempenho das ações reflete um misto de fatores conjunturais e específicos de cada empresa. A incorporadora Brookfield, por exemplo, fez dois ajustes de orçamento e ainda sofreu os efeitos de adequação a novas regras contábeis, avaliou a consultoria Lopes Filho.

Queda ocorre em meio ao fraco crescimento econômico do País, alta dos juros e investidores avessos ao risco
Getty Images
Queda ocorre em meio ao fraco crescimento econômico do País, alta dos juros e investidores avessos ao risco

A Gafisa vendeu o controle da Alphaville para a Blackstone e para o Pátria Investimentos, por R$ 2,01 bilhões em junho, em uma tentativa de animar o investidor com a redução do seu endividamento, mas não conseguiu. E ainda deixou alguns com a impressão de que pode não ter feito a escolha certa.

O cenário macro, que tem castigado todos os setores da bolsa, tende a pressionar com mais força empresas ligadas à economia doméstica, como construtoras e varejistas.

A última pesquisa Focus publicada nesta segunda-feira (dia 1°) mostrou expectativa de crescimento menor do PIB neste e no próximo ano, elevação maior da taxa básica de juros e inflação mais alta.

Na visão do Morgan Stanley, apenas a Cyrela estaria posicionada para ganhar no atual cenário. A ação da companhia caiu 11,8% no primeiro semestre, a perda mais suave no setor.

O banco reiterou a recomendação de compra para a ação da empresa em relatório divulgado nesta segunda-feira (dia 1°), elegendo a Cyrela como única construtora com liquidez em bolsa a entregar retornos acima dos custos de capital, situação que ainda não teria sido refletida no preço dos papéis da empresa.

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