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Moeda fechou o último dia útil do mês cotada a R$ 2,2310; giro financeiro foi de US$ 3,498 bi

Agência Estado

Num dia marcado pela forte pressão de alta sobre o dólar, o Banco Central (BC) atuou nesta sexta-feira duas vezes no mercado futuro, por meio de leilões de swap cambial.

Ainda assim, a moeda dos Estados Unidos terminou o dia com elevação de 1,64% no balcão, cotado a R$ 2,2310, novamente na faixa de R$ 2,23. Comentários de uma autoridade do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) sobre os estímulos à economia do País e a disputa entre comprados e vendidos para a formação da Ptax no Brasil, neste último dia do mês, conduziram os ganhos do dólar ante o real.

Na cotação mínima do dia, verificada às 12h11, após os leilões do BC, a moeda atingiu R$ 2,2010 (+0,27%). Na máxima, às 15h23, com a Ptax do fim de junho definida, o dólar marcou R$ 2,2320 (+1,69%). A moeda operou em alta durante toda a sessão.

Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&FBovespa registrava giro financeiro de US$ 3,498 bilhões —US$ 2,923 bilhões em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2455, em alta de 0,70%. Já o dólar pronto da BM&FBovespa fechou a R$ 2,21150(+1,51%) —apenas cinco negócios foram registrados.

Na cotação mínima do dia, verificada às 12h11, após os leilões do BC, a moeda atingiu R$ 2,2010 (+0,27%)
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Na cotação mínima do dia, verificada às 12h11, após os leilões do BC, a moeda atingiu R$ 2,2010 (+0,27%)

As notícias globais na manhã desta sexta-feira trouxeram pressão de alta para o dólar ante as divisas com elevada correlação com commodities, como o real. Em discurso, o diretor do Fed Jeremy Stein, com direito a voto nas reuniões de política monetária, citou setembro como possível prazo para que a autoridade monetária analise um conjunto de dados para decidir sobre a possível redução das compras de bônus.

Como ocorreu nas últimas semanas, a fala de um dirigente do Fed no sentido de redução do programa de compra de bônus fez os investidores buscarem a segurança do dólar.

A alta do índice de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, contribuiu para o avanço da moeda norte-americana. O indicador passou de 82,7 na leitura preliminar de junho para 84,1 na leitura fim do mês.

No Brasil, a pressão de alta foi intensificada ainda pela disputa entre comprados e vendidos para a formação da Ptax que liquidará, na segunda-feira (1), os contratos derivativos cambiais de julho. Enquanto os comprados operavam no sentido de impulsionar a moeda dos EUA, os vendidos tentavam contê-la.

Em meio a isso, o Banco Central anunciou dois leilões de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), o primeiro das 10h35 às 10h45 e o segundo, das 11h25 às 11h35.

As atuações do BC chamaram a atenção, uma vez que o banco não costuma atuar no dia da formação da Ptax de fim de mês para não favorecer nenhum dos lados da disputa no mercado futuro.

Os recursos injetados no mercado futuro serviram para conter a moeda dos EUA também no balcão, mas apenas até que a Ptax fosse definida, no início da tarde. No fim, a Ptax fechou a R$ 2,2156, em alta de 1,42% no dia e de 3,93% em julho.

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