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O melhor desempenho foi da Bolsa de Londres, com o índice FTSE 100 avançando 1,26%

Agência Estado

As bolsas da Europa tiveram mais um dia de altas nesta quinta-feira (27), favorecidas por dados positivos dos Estados Unidos e, em menor grau, da zona do euro, e também por comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sobre o futuro da política monetária do país. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão com ganho de 0,66%, aos 286,42 pontos.

Nas primeiras horas de negócios, as ações mostraram volatilidade, reagindo pouco à taxa de desemprego da Alemanha, que em junho ficou inalterada em 6,8%, ante uma previsão dos analistas de 6,9%, e ao índice de sentimento econômico da zona do euro, que subiu em junho a 91,3 pontos, de 89,5 pontos em maio, atingindo o maior nível desde maio de 2012.

-Veja também: bolsas asiáticas fecham o dia em alta

Os mercados europeus só assumiram uma trajetória mais clara de alta após a divulgação de novos indicadores sugerindo que os EUA continuam se recuperando.

Os gastos dos consumidores americanos subiram 0,3% em maio ante abril, o número de trabalhadores americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 9 mil na semana passada, para 346 mil, e o índice de vendas pendentes de imóveis, medido pela Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês), atingiu em maio o nível mais alto em mais de seis anos.

Em Frankfurt, o índice DAX fechou a 7.990,75 pontos, com alta de 0,63%
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Em Frankfurt, o índice DAX fechou a 7.990,75 pontos, com alta de 0,63%

Por outro lado, os índices de atividade industrial vieram negativos. O do Meio-Oeste, elaborado pelo Fed de Chicago, caiu 0,4% em maio ante abril, e o do Fed de Kansas City caiu para -5 em junho, de 2 um mês antes, voltando para o território negativo.

Também sustentaram as ações europeias pronunciamentos do diretor do Fed Jerome Powell e do presidente da autoridade monetária em Nova York, William Dudley, os dois com direito a voto nas reuniões de política monetária Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Powell disse que a política de estímulos do Fed deve continuar por mais algum tempo e Dudley afirmou que as compras de ativos, hoje num ritmo mensal de US$ 85 bilhões, poderão ser intensificadas caso a economia dos EUA volte a mostrar sinais de fraqueza.

Recentemente, preocupações de que o Fed poderia começar a desfazer a política de relaxamento quantitativo ainda em 2013 tiveram forte impacto nos mercados financeiros internacionais.

Outro fator que pode ter sustentado a renda variável na Europa foi a aprovação pela União Europeia (UE), nesta quarta-feira (25) à noite, de um acordo sobre as regras para a reestruturação e socorro a bancos em dificuldades.

O compromisso assegura uma flexibilidade significativa para as resoluções de autoridades nacionais durante uma crise bancária. No entanto, obriga os países-membros a garantir que a primeira tranche decorrente por falência de bancos seja imposta a credores e depositantes, e não a contribuintes.

Além disso, o Chipre, última nação da zona do euro a ser socorrida pela troica de credores internacionais, anunciou nesta quinta-feira (27) planos de rolar € 1 bilhão (US$ 1,3 bilhão) em bônus de longo prazo para facilitar a gestão do fluxo de caixa.

O melhor desempenho nesta quinta-feira (27) foi da Bolsa de Londres, com o índice FTSE 100 avançando 1,26%, para 6.243,40 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,97%, para 3.762,19 pontos, mas o destaque foi a Peugeot, que não pertence ao índice e deu um salto de 5,5% em meio a indicações de que a família fundadora da montadora está aberta a abrir mão de seu controle.

Em Frankfurt, o índice DAX fechou a 7.990,75 pontos, com alta de 0,63% e ajuda da Continental (+3,6%) e Adidas (+3,3%).

Na bolsa da Espanha, o ganho foi de 0,27% e o Ibex-35, das ações mais negociadas em Madri, ficou em 7.884,40 pontos. Em Lisboa, o índice PSI 20 teve um pequeno avanço de 0,13%, terminando a sessão a 5.532,48 pontos.

Em Milão, o índice FTSE Mib registrou alta de 0,44%, a 15.430,47 pontos, após a Itália conseguir leiloar € 5 bilhões em bônus para 2018 e 2023, embora a um custo maior que na oferta anterior dos mesmos papéis. 

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