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Na mínima, Ibovespa registrou 45.967 pontos (estável) e, na máxima, 47.119 pontos (+2,51%)

Agência Estado

A mesma China que derrubou os mercados acionários na véspera garantiu um dia de ganhos nesta terça-feira (25), quando indicadores favoráveis nos Estados Unidos também incentivaram as compras de papéis. A Bovespa operou em alta ininterrupta e conseguiu encostar nos 47 mil pontos, ajudada por valorizações firmes de Vale, siderúrgicas e MMX.

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O Ibovespa terminou em alta de 2,02%, aos 46.893,04 pontos. Na mínima, registrou 45.967 pontos (estável) e, na máxima, 47.119 pontos (+2,51%). No mês, acumula perda de 12,36% e, no ano, de 23,07%. O giro financeiro totalizou R$ 6,872 bilhões. Os dados são preliminares.

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O Banco Central da China (PboC) acalmou os ânimos dos investidores ao dizer que recentemente apoiou algumas instituições financeiras com recursos para aliviar o aperto de liquidez no sistema bancário chinês.

No mês, o Ibovespa acumula perda de 12,36% e, no ano, de 23,07%
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No mês, o Ibovespa acumula perda de 12,36% e, no ano, de 23,07%

Além disso, afirmou que dará suporte a instituições mais fortes, caso enfrentem escassez de fundos no futuro. No pregão anterior, temores de que houvesse problemas de liquidez no gigante asiático alimentaram a aversão ao risco.

A notícia deu tranquilidade aos investidores, que também levaram em conta os dados positivos sobre a economia americana. Entre eles, as encomendas de bens duráveis, que subiram 3,6% em maio, acima da previsão de aumento de 3,2%.

Também superaram a previsão a confiança do consumidor medida pelo Conference Board (avanço para 81,4 em junho, ante estimativa de 75,5;) e as vendas de moradias usadas (+2,1% em maio, para o nível mais alto desde julho de 2008).

Em Wall Street, o Dow Jones encerrou o dia com alta de 0,69%, aos 14.760,31 pontos, o S&P subiu 0,95%, para 1.588,03 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 0,82%, aos 3.347,89 pontos.

Na Bovespa, Petrobras conteve o avanço do índice em parte do dia, pressionada para baixo pela mudança de preço-alvo de seus ADRs (títulos da petroleira negociados na Bolsa nova-iorquina) pelo JPMorgan. A instituição diminuiu a projeção de US$ 22 para US$ 20. No final da sessão, Petrobras ON caiu 0,34% e a PN subiu 0,57%.

Vale teve desempenho mais forte, assim como as siderúrgicas. A ação ON subiu 1,77% e a PNA teve avanço de 2,27%. Usiminas PNA disparou 10,46% e foi a terceira maior alta do Ibovespa, seguida por Usiminas ON, com +8,76%. Também se destacarm: Gerdau PN, +2,11%; Metalúrgica Gerdau PN, +1,27%; e CSN ON, +2,10%.

MMX ON saltou 17,86% e liderou as altas da Bolsa, sustentada por informações sobre interesse de estrangeiros na empresa. Segundo notícias na imprensa, pelo menos três grupos estariam interessados na companhia do grupo de Eike Batista.

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