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No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,2120, em baixa de 0,81%

Agência Estado

Pela terceira sessão consecutiva, o dólar fechou em baixa ante o real, em um movimento influenciado pelo exterior. Indicadores positivos divulgados nos Estados Unidos e declarações de uma autoridade do banco central chinês trouxeram alívio aos investidores, o que favoreceu as bolsas e as moedas de países com elevada correlação com commodities, como o Brasil.

Internamente, um leilão de swap cambial (equivalente à venda da moeda americana no mercado futuro), promovido mais cedo pelo Banco Central, completou o cenário nesta terça-feira (25). Com isso, o dólar recuou 0,63% no balcão, para R$ 2,210, na menor cotação do dia. É o menor patamar de fechamento da moeda desde o último dia 18.

Na máxima do pregão, às 11h30, atingiu R$ 2,2250 (+0,04%). Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,019 bilhões. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,2120, em baixa de 0,81%.

Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,019 bilhões
Getty Images
Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,019 bilhões

A divisa dos EUA abriu o dia em baixa, em meio ao ambiente externo ameno e com o mercado à espera do leilão de swap do BC, que havia sido anunciado na véspera. Os dados divulgados nos EUA foram positivos, assim como as notícias da China.

O Departamento do Comércio americano informou que as encomendas de bens duráveis subiram 3,6% em maio, acima da previsão de 3,2%. Já as vendas de moradias novas subiram 2,1% em maio, na comparação com abril, para a média anualizada de 476 mil unidades— o maior volume desde julho de 2008.

Na China, o vice-diretor da filial de Xangai do BC chinês, Ling Tao, disse que o banco central irá guiar as taxas de juros para um "intervalo razoável", sugerindo um potencial fim para a crise de liquidez que tem assolado o sistema financeiro da segunda maior economia.

Ling também disse em entrevista à imprensa em Xangai que a recente volatilidade da taxa de juros no mercado monetário do país é temporária.

O BC vendeu em leilão 65.500 contratos de swap cambial para dois vencimentos, de uma oferta total de até 66.600 contratos. O volume financeiro da operação somou US$ 3,257 bilhões, equivalente a 98,7% da oferta integral de cerca de US$ 3,3 bilhões.


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