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Moeda americana à vista terminou a segunda-feira (24) com queda de 0,89% no balcão

Agência Estado

Após subir durante a manhã, o dólar à vista negociado no mercado de balcão reverteu e fechou em baixa nesta segunda-feira (24), em sintonia com o exterior.

O alívio nas Bolsas de Valores à tarde fez a moeda americana perder força ante outras divisas com elevada correlação com commodities, como o real brasileiro.

Na reta final dos negócios, o Banco Central (BC) anunciou um leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) para terça-feira (25), o que fez o dólar encerrar em baixa de 0,89% no balcão, cotado a R$ 2,2240, na mínima e no segundo recuo consecutivo ante o real depois de cinco sessões de ganhos. Em junho, a moeda dos EUA acumula alta de 3,59% e, no ano, de 8,75%.

Em junho, a moeda dos EUA acumula alta de 3,59% e, no ano, de 8,75%
Getty Images
Em junho, a moeda dos EUA acumula alta de 3,59% e, no ano, de 8,75%

Na máxima, vista na abertura, o dólar marcou R$ 2,2650 (+0,94%). Às 16h41, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,045 bilhões. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,2280, em baixa de 0,80%.

Pela manhã, preocupações com a escassez de liquidez no mercado interbancário da China pesaram sobre as transações. Além disso, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) não fez qualquer referência direta ao recente aumento nos custos de empréstimos para os bancos, ao mesmo tempo em que alegou que vai manter uma política monetária prudente. Se a China vai mal, isso se reflete nas commodities e, em paralelo, em moedas como o real, o que fez o dólar subir no Brasil.

O cenário mudou à tarde, após declarações de autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). As Bolsas de Nova York reduziram as baixas e o dólar perdeu força ante outras moedas após o presidente do Fed de Minneapolis, Narayana Kocherlakota, defender a adoção de "gatilhos" para determinar as compras de bônus.

O líder do Fed de Minneapolis comentou também que o banco central não está preocupado ainda com as reações dos mercados financeiros ao discurso de Ben Bernanke, que disse na semana passada que as compras de bônus podem ser reduzidas este ano, se as projeções econômicas atuais se concretizarem.

O presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, corroborou essa visão, ao afirmar que os membros do Fomc esperavam uma forte reação dos mercados.

O valor financeiro da oferta do BC, que será feita das 10h30 às 10h40 da terça-feira (25), é de cerca de US$ 3,3 bilhões. O leilão pretende promover a rolagem de um vencimento no mesmo montante, que ocorrerá no dia 1º de julho.

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