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Moeda americana fechou com recuo de 0,66% no balcão, cotada R$ 2,2440

Agência Estado

Após cinco sessões de alta, quando acumulou avanço de 5,46% ante o real, o dólar fechou em queda nesta sexta-feira (21), sob a influência do exterior e de fatores internos.

A moeda americana oscilou entre altas e baixas, influenciada pela volta das preocupações com a Grécia, por mais um leilão de swap cambial promovido pelo Banco Central e por declarações de um dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) colocando em dúvida a redução do programa de estímulos à economia do país.

O dólar fechou com recuo de 0,66% no balcão, cotado a R$ 2,2440.

Na máxima do dia, o dólar valeu R$ 2,2750 (+0,71%) e, na mínima, marcou R$ 2,2430 (-0,71%). Da máxima para a mínima, oscilou -1,41%. Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,806 bilhão. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,2490, em baixa de 0,62%.

No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,2490, em baixa de 0,62%
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No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,2490, em baixa de 0,62%

A divisa dos EUA abriu o dia em leve baixa e, estimulada por notícias da Grécia, acabou virando para o território positivo no Brasil. O clima de aversão ao risco tomou conta do mercado em todo o mundo, depois que a Esquerda Democrática, um partido moderado do país, anunciou que está deixando a coalizão de governo grego.

Na véspéra, o Financial Times havia informado que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estaria se preparando para suspender pagamentos de ajuda à Grécia até o fim de julho, se os líderes da zona do euro não cobrirem um buraco entre € 3 bilhões e € 4 bilhões que se abriu no programa de resgate de € 172 bilhões ao país.

Com o dólar em alta, o Banco Central voltou à carga e anunciou a oferta de 80 mil contratos (US$ 4 bilhões) de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro).

Porém, ao contrário de dias anteriores, desta vez o BC ofereceu contratos com vencimentos mais longos (para 2/1/2014 e para 1/7/2014), numa tentativa, de acordo com profissionais, de tornar os leilões mais atrativos. Na operação, o BC vendeu 12.900 contratos para 2/1/2014 e 24.400 contratos para 1/7/2014, em um total de US$ 1,828 bilhão.

O anúncio do leilão fez o dólar reduzir o avanço momentaneamente, mas a moeda continuava a subir à tarde. Foi então que a moeda começou a desacelerar em todo o mundo, após declarações do presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, de que, se a inflação continuar a cair nos EUA, pode haver elevação da compra de ativos —e não redução, como vem precificando o mercado.

O dirigente, que tem poder de voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), foi um dos dissidentes na última reunião, justificando seu desejo de aumentar as compras de bônus com o fato de a inflação ainda estar abaixo da meta.

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