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Ibovespa fechou o pregão aos 47.893,06 pontos; giro financeiro totalizou R$ 8,695 bilhões

Agência Estado

A Bovespa sofreu com o resultado da reunião do Federal Reserve (Fed) e a entrevista de seu presidente, Ben Bernanke. A perspectiva de redução dos estímulos pelo banco central dos Estados Unidos, em meio à previsão de melhora da economia americana, empurrou a Bolsa brasileira ladeira abaixo e seu principal índice à vista caiu para o menor nível em mais de quatro anos.

-Veja também: dólar fecha a R$ 2,205, maior patamar desde abril de 2009

No fechamento desta quarta-feira (19), o Ibovespa deslizou 3,18%, para 47.893,06 pontos,o patamar mais baixo desde os 47.289,53 pontos em 30 de abril de 2009.

Na mínima, registrou 47.838 pontos (-3,29%) e, na máxima, 49.698 pontos (+0,47%). No mês, acumula perda de 10,49% e, no ano, de 21,42%. O giro financeiro totalizou R$ 8,695 bilhões. Os dados são preliminares.

No mês, o Ibovespa acumula perda de 10,49% e, no ano, de 21,42%
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No mês, o Ibovespa acumula perda de 10,49% e, no ano, de 21,42%

A explicação para o comportamento da Bovespa é que, com a taxa dos títulos americanos da dívida em alta, não tem sentido correr risco em mercados emergentes. Assim, o fluxo naturalmente migra para os EUA.

O cenário se faz presente em meio à leitura de que a economia do país está em vias de andar com as próprias pernas, sem estímulos do Fed. O BC dos EUA avisou que poderá começar a reduzir sua compra de bônus ainda este ano, dando prosseguimento à redução no primeiro semestre de 2014.

As incertezas que cercam a operação, no entanto, empurraram as Bolsas americanas para baixo. O Dow Jones fechou em baixa de 1,35%, aos 15.112,19 pontos. O S&P, recuou 1,39%, aos 1.628,93 pontos, e o Nasdaq teve desvalorização de 1,12%, aos 3.443,20 pontos.

O Fed também manteve sua taxa de juros básica na faixa entre 0,0% e 0,25% e as compras de ativos no ritmo atual de US$ 85 bilhões mensais. A decisão deste mês, contudo, teve dois votos dissidentes, o que não ocorria desde setembro de 2011. Antes do Fed, as Bolsas europeias também fecharam no vermelho.

Internamente, a queda foi generalizada. Apenas quatro ações fecharam no azul. Os papéis do Grupo X, mais uma vez, lideraram as perdas do índice Bovespa, com OGX em primeiro lugar, aos despencar 15,22%.

Segundo profissionais, a queda só não foi mais acentuada porque entraram ordens de stop loss quando o Ibovespa estava com pouco mais de 47,8 mil pontos.

Petrobras teve perdas de 2,49% na ON e de 3,53% na PN, enquanto Vale, ajudada pela alta do dólar para R$ 2,2050 (+1,29%), recuou menos: -1,03% na ON e -2,06% na PNA.

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