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Moeda americana à vista encerrou o dia com avanço de 0,23%, para R$ 2,1780

Agência Estado

Duas atuações do Banco Central (BC) no período da manhã, por meio de leilões de swap cambial, que se traduzem por mais dólares no mercado futuro, foram insuficientes para segurar a moeda norte-americana nesta terça-feira, 18. Os efeitos foram momentâneos e o dólar voltou a fechar em alta ante o real no mercado de balcão.

O avanço da moeda dos EUA no exterior, as preocupações com a economia brasileira e a busca por hedge (proteção) no mercado futuro motivaram o movimento, com o dólar à vista encerrando com avanço de 0,23%, para R$ 2,1780, o maior patamar de fechamento desde 30 de abril de 2009.

Na máxima da sessão, às 9h24, o dólar atingiu R$ 2,1850 (+0,60%) e, na mínima, às 10h12, marcou R$ 2,1610 (-0,51%). A cotação mínima foi verificada após os dois leilões, em sequência, feitos pelo BC.

Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,800 bilhão
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Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,800 bilhão

Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,800 bilhão. O dólar pronto da BM&F teve leve baixa de 0,06%, para R$ 2,170, com apenas três negócios. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1845, em alta de 0,41%.

Pela manhã, o avanço do dólar no exterior também puxava as cotações, ao mesmo tempo em que havia forte pressão de alta no mercado futuro. Profissionais disseram que, com o avanço mais recente do dólar e as preocupações com a inflação brasileira, as empresas aumentaram a procura por hedge, por meio da compra de moeda estrangeira no mercado futuro.

O problema é que, em meio ao cenário de indefinição, está difícil encontrar vendedores de moeda no mercado futuro. Sobra justamente para o BC a função de vendedor de moeda, por meio dos leilões de swap.

Com as atuações, o BC conseguiu manter o dólar em baixa durante boa parte da sessão. Mas o exterior, onde a moeda norte-americana estava em alta, na véspera da reunião do Fed, foi gradativamente conduzindo o dólar para o território positivo, fazendo a moeda encerrar a R$ 2,1770.

A nova alta da moeda favoreceu o avanço das taxas dos contratos futuros de juros, em um contexto em que o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse no Senado que não há utilização de política cambial "nem para incentivar a economia nem para estabilizar a inflação".

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