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Para 2014, a entidade projeta crescimento de 15,4% no volume de crédito na economia

A alta dos juros e a perspectiva de baixo crescimento da economia não impedirão o crédito de crescer este ano, avalia a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo a entidade, o estoque de crédito deverá encerrar o ano com crescimento de 15,5%, com leve desaceleração em relação a 2012, quando cresceu 16,2%. Para 2014, a entidade projeta crescimento de 15,4% no volume de crédito na economia.

-Veja também: Caixa prevê velocidade menor na expansão do crédito

Segundo a entidade, o crédito direcionado (concedido com recursos da caderneta de poupança ou dos compulsórios que os bancos depositam no Banco Central) liderarão a alta, com perspectiva de crescimento de 18,6% em 2013 e 18% no próximo ano. O crédito concedido com recursos livres deverá aumentar 13,6% este ano e 13,5% em 2014.

O crédito concedido com recursos livres deverá aumentar 13,6% este ano e 13,5% em 2014
Agência Brasil
O crédito concedido com recursos livres deverá aumentar 13,6% este ano e 13,5% em 2014

Segundo a Febraban, a inadimplência deverá permanecer sob controle. A entidade estima que as operações de crédito em atraso fecharão o ano em 5,3%, abaixo dos 5,8% registrados em 2012. Para 2014, os analistas esperam novo recuo na taxa de inadimplência, para 5%.

A pesquisa indica ainda uma nova redução nas estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, de 3% para 2,5%. Para 2014, a previsão também foi reduzida, de 3,5% para 3,2%. A Febraban prevê ainda elevação da taxa Selic (juros básicos da economia) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Os analistas, no entanto, estão divididos em relação ao nível da alta, de 0,25 ou 0,5 ponto percentual. Atualmente, a Selic está em 8% ao ano.

O levantamento também mostra piora nas projeções fiscais. A estimativa de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) caiu de 2% para 1,8% do PIB em 2013 e de 2% para 1,7% em 2014. A previsão para o déficit nominal (rombo nas contas públicas após o pagamento de juros) passou de 2,4% para 2,8% do PIB em 2013 e de 2,4% para 2,9% em 2014.

A pesquisa da Febraban ouviu 29 analistas de instituições financeiras entre 7 e 11 de junho.

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