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Moeda americana fechou a quinta-feira cotada a R$ 2,1420 no mercado à vista de balcão

Agência Estado

O fim da cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em derivativos cambiais, anunciado na noite passada pelo governo, abriu espaço para a queda do dólar ante o real nesta quinta-feira (13).

A trajetória também foi favorecida pelo cenário no exterior, onde a americana recuava de forma consistente ante outras divisas com elevada correlação com commodities.

Para profissionais do mercado, a queda do imposto permitirá que, quando a tendência global de valorização do dólar arrefecer, a cotação também ceda mais no Brasil. Nesta sessão, primeiro dia após a medida, o dólar fechou em queda de 0,46%, cotado a R$ 2,1420 no mercado à vista de balcão.

Perto das 16h50, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,621 bilhões
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Perto das 16h50, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,621 bilhões









A moeda americana permaneceu em território negativo durante todo o dia. Na máxima, às 9h51, marcou R$ 2,1520 (estável em relação ao fechamento anterior) e, na mínima, às 9h23, saiu a R$ 2,1340 (-0,84%). Perto das 16h50, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,621 bilhões.

O dólar pronto da BM&F teve baixa de 0,16%, para R$ 2,1455, com 17 negócios. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1395, em queda de 1,09%.

Com os mercados já fechados na véspera, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o fim da cobrança de 1% de IOF em posições vendidas líquidas em derivativos cambiais acima de US$ 10 milhões.

A tributação, que vigorava desde julho de 2011, era classificada como "disfuncional" por diversos analistas, à medida que servia como uma trava para maiores posições vendidas (de aposta na queda do dólar) no mercado futuro.

Sem a barreira, o dólar fica, em tese, mais livre para oscilar —principalmente para baixo, o que favorece o controle da inflação neste momento de pressão sobre os preços.

No exterior, os dados favoráveis sobre pedidos de auxílio-desemprego e vendas no varejo nos EUA, divulgados pela manhã, conduziam o movimento de realização de ganhos recentes nos mercados de moedas. Às 16h48, o dólar caía 1,68% ante o dólar australiano, recuava 0,42% ante o canadense e tinha baixa de 1,52% ante o neozelandês.

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