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Moeda americana fechou em baixa de 0,51% em relação ao real, cotada a R$ 2,1370

Agência Estado

Em mais um dia de pressão no mercado de câmbio, o dólar fechou em baixa de 0,51% ante o real no balcão, cotado a R$ 2,1370 nesta terça-feira (11).

A moeda americana, que chegou a ser negociada a R$ 2,1670 pela manhã, acabou recuando após duas intervenções do Banco Central (BC) e em meio à expectativa de que, ainda nesta noite, o governo anuncie novas medidas cambiais. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, está reunido nesta tarde com a presidente Dilma Rousseff.

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Na máxima, verificada às 9h43, o dólar atingiu alta de 0,88%, a R$ 2,1670 no balcão —o maior valor intraday desde 30 de abril de 2009, quando alcançou R$ 2,1880. Na mínima, vista às 16h07, após os dois leilões do BC e com o mercado à espera de novidades em Brasília, marcou R$ 2,1340, em queda de 0,65%. Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -1,52%.

Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,211 bilhões. O dólar pronto da BM&F teve baixa de 0,41%, para R$ 2,13720, com apenas cinco negócios. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1450, em queda de 0,49%.

Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,211 bilhões
Getty Images
Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,211 bilhões

Pela manhã, com a decisão do banco central japonês de não implementar nova medida de estímulo e com os investidores à espera da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) na semana que vem, a aversão ao risco predominou, dando força às taxas dos Treasuries americanos e ao dólar em relação a moedas com elevada correlação com commodities.

Com o dólar acima de R$ 2,16 no balcão, o BC decidiu agir e convocou um leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) para entre 10h50 e 10h55. Pouco depois, entre 11h25 e 11h35, um segundo leilão foi anunciado, em movimento semelhante ao da véspera, quando o BC também fez duas operações.

Os leilões fizeram o dólar desacelerar, mas a divisa dos EUA passou a recuar após a informação de que Mantega e Dilma se reuniriam nesta tarde. Para o mercado, o encontro indica que medidas cambiais estão a caminho.

Profissionais citaram que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1%, cobrado de posições vendidas líquidas acima de US$ 10 milhões no mercado futuro, pode cair, assim como a cobrança de 6% de IOF em empréstimos externos com prazo inferior a 360 dias. Caso alguma das medidas se confirme, o dólar poderia recuar ante o real —o que justifica o ajuste em baixa visto no fim desta sessão.

Ao mesmo tempo, também circularam comentários, em especial no mercado de renda fixa, que a reunião de Mantega e Dilma pode resultar no anúncio de um programa de crédito subsidiado para compra de eletrodomésticos aos beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida.

Na quarta-feira da semana passada (5), o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, antecipou que o governo federal iria anunciar nesta quarta (12) a oferta de crédito subsidiado para os mutuários do programa habitacional comprarem televisores e computadores.

Vale lembrar que na semana passada, quando Mantega e Dilma se reuniram no meio da tarde na terça-feira (4), o governo anunciou a isenção de IOF para investimentos de estrangeiros em renda fixa.

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