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As exportações chinesas cresceram apenas 1% em maio na comparação com 2012

Agência Estado

A maioria das bolsas da Europa fechou em baixa nesta segunda-feira, após uma sessão volátil, pressionadas por dados ruins da China e de alguns países europeus. Por outro lado, a elevação da perspectiva do rating (nota) soberano dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P), de negativa para estável, deu certo impulso aos índices e impediu que as quedas fossem maiores. A Bolsa de Frankfurt foi a única a fechar em alta. O índice Stoxx 600 encerrou a sessão com queda de 0,06%, aos 295,22 pontos.

Operador observa índices na Bolsa de Madri
AP
Operador observa índices na Bolsa de Madri

A segunda-feira começou com a repercussão dos dados frustrantes da China. Em maio, as exportações chinesas cresceram apenas 1% na comparação com o mesmo mês de 2012. O desempenho revela forte queda na comparação com abril, quando os embarques haviam saltado 14,7% na comparação anual. Ao mesmo tempo em que vende menos ao exterior, a China também compra menos do mundo. Em maio, as importações amargaram queda de 0,3%, o que mostra reversão ante o observado um mês antes, quando a compra de importados havia crescido 16,8%. Analistas previam aumento de 5,6% nas exportações e de 5% nas importações.

Na Europa, um dos focos de atenção foi a Itália. Na terceira maior economia da zona do euro, a queda do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2013 foi revisada para pior: 0,6% na comparação com os últimos três meses de 2012. O dado preliminar sinalizava queda de 0,5%.

Dados da produção industrial de alguns países do continente também foram divulgados nesta segunda-feira. Na Itália, a produção recuou 0,3% em abril ante março - a terceira queda mensal consecutiva. Em relação a abril de 2012, a contração foi de 4,6%. A produção industrial da Grécia caiu 1,8% em abril, em bases anuais. Já na França, a produção industrial subiu surpreendentes 2,2% em abril ante março, bem acima da previsão de alta de 0,3%.

Nesta manhã, porém, a S&P afirmou o rating AA+ dos EUA e elevou a perspectiva de negativa para estável. "Nossos ratings de crédito soberano dos EUA refletem, primariamente, nossa visão da força da economia e do sistema monetário norte-americanos, bem como o status do dólar como a principal moeda de reserva do mundo", disse a agência de classificação de risco, num comunicado. A notícia deu impulso às bolsas europeias, que chegaram a migrar para o território positivo antes de reduzir os ganhos novamente. "Isso ajuda a dissipar as preocupações com um novo rebaixamento", disse um trader.

O índice DAX da Bolsa de Frankfurt subiu 0,64%, fechando a 8.307,69 pontos. A Fresenius Medical Care ganhou 1,7% após um upgrade do Barclays, enquanto a Deutsche Telekom teve alta de 1,5%. Em Londres, o índice FTSE caiu 0,18% e encerrou a sessão a 6.400,45 pontos. Os dados fracos chineses pesaram sobre as mineradoras. As ações da Anglo American, Rio Tinto e Vedanta Resources tiveram queda de 2,8%, 2,4% e 2,3%, respectivamente.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 recuou 0,21% e fechou a 3.864,36 pontos. A France Telecom perdeu 1,7% após o executivo-chefe da empresa ser detido pela polícia para prestar depoimento. Os bancos também fecharam no negativo, com Société Générale (-1,4%), BNP Paribas (-1,2%) e Crédit Agricole (-1,5%).

O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, perdeu 0,81%, fechando a 16.556,34 pontos. A contração no PIB italiano pesou e o Banca Monte dei Paschi liderou as perdas, recuando 4,7%. Fiat perdeu 4,7% também e a Telecom Itália teve queda de 4,5%. Em Madri, o índice IBEX-35 teve desvalorização de 0,47%, a 8.227,40 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 recuou 0,73%, fechando a 5.807,24 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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