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Possível alta nos preços da carne de porco e do frango associada ao aumento dos valores dos imóveis pode representar um problema para o controle da inflação chinesa

Agência Estado

A inflação ao consumidor na China em maio cresceu menos do que o mercado esperava, em virtude da queda dos preços dos vegetais, informou a agência estatal de notícias Xinhua. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 2,1% em maio ante igual mês do ano anterior, após uma alta de 2,4% em abril na mesma base de comparação.

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O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 2,5%, de acordo com o analista Wang Jun, do Centro Chinês para Intercâmbios Econômicos Internacionais, um órgão de análise estatal.

O gabinete de estatísticas do país atribuiu a desaceleração, principalmente, à queda de 13,8% dos preços dos vegetais em maio ante abril. Com a elevação das temperaturas no mês passado, mais vegetais frescos chegaram ao mercado, derrubando os preços, disse o analista do órgão Yu Qiumei.

Segundo a Xinhua, contudo, os preços dos alimentos, que respondem quase um terço dos valores utilizados para o cálculo do CPI, aumentaram 3,2% em maio ante igual período de 2012, com os preços dos grãos subindo 5,1% e os da carne de porco caindo 4,9%.

O analista Zhang Liqun, do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Conselho de Estado, advertiu que os valores da carne de porco e frango, que estavam em níveis baixos por algum tempo, podem se recuperar no futuro, o que, aliado ao aumento dos preços dos imóveis, representa um problema para a inflação. Ante abril, o CPI teve queda de 0,6%. O índice havia subido 0,2% em abril em relação a março.

Apesar da desaceleração da inflação, o CPI dos cinco primeiros meses do ano tem alta de 2,4% na comparação com igual período de 2012, mas segue abaixo da meta do governo de 3,5%.

O índice de preços ao produtor, que mede a inflação no atacado, caiu 2,9% no mês passado ante maio de 2012, marcando a maior queda anual desde setembro e apontando para a continuidade da demanda fraca no mercado. A leitura indica que a economia chinesa está se recuperando em um ritmo lento, disse o diretor do Centro de Pesquisas em Finanças e Mercados da Universidade de Pequim, Cao Fengqi.

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