Tamanho do texto

Moeda americana fechou em alta de 0,66% e terminou o dia cotada a R$ 2,1360

Agência Estado

O rebaixamento da perspectiva de rating do Brasil, anunciado na quinta-feira (6), e passada pela agência Standard & Poor's (S&P), conduziu a alta do dólar ante o real nesta sexta-feira (7).

O avanço da moeda americana no exterior, ante boa parte das divisas com elevada correlação com commodities, também contribuiu para o movimento, assim como os comentários do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizando que o governo rejeita novas medidas para controlar a depreciação do real frente ao dólar.

Neste cenário, o dólar à vista negociado no balcão fechou em alta de 0,66%, a R$ 2,1360. A moeda operou em alta durante todo o dia. Na cotação máxima, registrada às 9h56, marcou R$ 2,1520 (+1,41%) e, na mínima, às 11h46, atingiu R$ 2,1240 (+0,09%).

Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,001 bilhões
Getty Images
Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,001 bilhões

No mês, a moeda acumula recuo de 0,51% e, no ano, elevação de 4,45%. Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,001 bilhões. O dólar pronto da BM&F teve alta de 0,38%, para R$ 2,1380, com apenas 25 negócios. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1440, em alta de 0,14%.

A S&P rebaixou a perspectiva do rating de longo prazo em moeda estrangeira BBB do Brasil de estável para negativa. A perspectiva do rating de longo prazo em moeda local A- também foi rebaixada de estável para negativa. A agência justificou as alterações citando o crescimento lento e a política fiscal expansionista, que podem enfraquecer o perfil financeiro do País.

No fim da manhã, Mantega afirmou que "estaremos sempre atentos para não permitir volatilidade excessiva no câmbio". Além disso, disse que "alguma volatilidade tem, porque o câmbio é flutuante e esse é o melhor regime".

O ministro também minimizou o fraco impacto da retirada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) das operações de renda fixa feitas por estrangeiros. "O objetivo não é afetar o câmbio no curto prazo. Hoje, o fluxo está bem comportado. Aquela enxurrada de capitais que havia no passado não existe mais. Agora temos entrada muito menor na renda fixa e na variável."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.