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Moeda americana fechou a quinta-feira (6) em baixa de 0,42%, cotada a R$ 2,1220

Agência Estado

Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F somava giro financeiro de US$ 2,258 bilhões
Getty Images
Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F somava giro financeiro de US$ 2,258 bilhões

O dólar registrou pontualmente ganhos em relação ao real, mas permaneceu no território negativo na maior parte desta quinta-feira (6).

A queda da moeda americana no exterior e as preocupações com a inflação doméstica contribuíram para a baixa —que, no entanto, foi amenizada por certo movimento de "fuga do Brasil", conforme alguns profissionais.

O dólar negociado no balcão fechou em baixa de 0,42%, cotado a R$ 2,1220. O recuo foi inferior ao visto no exterior, onde a divisa dos Estados Unidos caía de forma mais intensa ante outras divisas com elevada correlação com commodities e o euro. Na mínima, verificada às 9h34, o dólar foi cotado a R$ 2,1150 (-0,75%) e, na máxima, às 11h21, atingiu R$ 2,1330 (+0,09%).

Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F somava giro financeiro de US$ 2,258 bilhões. O dólar pronto da BM&F teve baixa de 0,30%, para R$ 2,1300, com apenas 13 negócios. No mercado futuro, o dólar para julho valia R$ 2,1320, em baixa de 0,42%.

Pela manhã, o destaque foi a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a Selic foi elevada para 8% ao ano.

No documento, os diretores do Banco Central (BC) usaram como parâmetro um dólar a R$ 2,05 —distante dos patamares atuais, mas acima dos R$ 2,00 mencionados na ata anterior. Ao mesmo tempo, o BC citou que a tendência é de volatilidade e de apreciação do dólar.

Se por um lado a tendência de apreciação do dólar é reconhecida, o BC também foi bastante duro ao avaliar a inflação e deixou claro a intenção de controlar os preços —o que pressupõe um dólar não tão alto.

Profissionais do mercado afirmaram ainda que a volatilidade tem marcado os negócios nos últimos dias no mercado local, em função de estímulos divergentes. A zeragem do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de estrangeiros em renda fixa, em tese, poderia sugerir um fluxo maior de recursos para o País.

Operadores dizem, contudo, que, sem a barreira, muitos investidores podem estar optando por uma saída no momento, para um retorno mais à frente.

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