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Moeda americana avançou 0,10% frente ao real e fechou o dia cotada a R$ 2,1311 na venda

Reuters

Apesar da ação do Banco Central para conter o fortalecimento do dólar, a divisa americana encerrou em alta frente ao real nesta quarta-feira (5), numa sessão marcada por intensa volatilidade diante da zeragem do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações de renda fixa por estrangeiros.

-Veja também: Bovespa fecha em forte queda por cenário externo e mudança no IOF

Ao mesmo tempo em que analistas acreditam que a medida, anunciada na noite de terça-feira pelo governo, pode reduzir a pressão de alta sobre o dólar no curto prazo, eles ressaltam que o cenário internacional e fundamentos ruins da economia brasileira devem continuar pesando sobre o câmbio no decorrer do ano.

O dólar avançou 0,10% frente ao real, a R$ 2,1311 na venda, depois de bater R$ 2,1496 na máxima da sessão e R$ 2,0849 na mínima, com queda de 2% logo no início dos negócios —movimento que perdeu força após a euforia inicial com a medida.

Segundo dados da BM&F, o volume negociado estava em torno de US$ 3,7 bilhões,
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Segundo dados da BM&F, o volume negociado estava em torno de US$ 3,7 bilhões,

Segundo dados da BM&F, o volume negociado estava em torno de US$ 3,7 bilhões, acima do visto nas últimas sessões.

O dólar abriu o dia com forte queda frente ao real diante da perspectiva de intensificação das entradas de recursos estrangeiros no país, mas o movimento perdeu fôlego no final da manhã e a divida americana passou a subir.

A própria presidente Dilma Rousseff trouxe mais gás ao mercado, levando a moeda americana a subir quase 1%, ao ser questionada se haveria mais ações para segurar o dólar no final desta manhã. Ela respondeu: "Nós não temos medida nenhuma para segurar o dólar, eu queria informar que esse país adota o regime de câmbio flexível".

Após isso, o Banco Central anunciou um leilão de swap cambial tradicional, equivalente a uma venda de dólares no mercado futuro, o que acabou minimizando o movimento de alta da moeda ante o real. Na sexta-feira passada (31), o BC já havia feito um leilão semelhante, quando o dólar chegou perto de R$ 2,15.

Real ainda fraco

A valorização do dólar tem sido generalizada em outras países devido a sinais de recuperação da economia americana, que tem alimentado expectativas de que o Federal Reserve, banco central do país, reduza seu programa de estímulo. Somente em maio, o dólar avançou 7,04% ante o real.

No exterior, nesta quarta-feira (5), divisas com perfil ligados à exportação de commodities perdiam força ante o dólar.

Apesar da possibilidade de mais entradas de dólares no mercado brasileiro com a redução do IOF, agentes do mercado alertavam para a qualidade desses ingressos e para possível aumento da volatilidade no câmbio devido à medida.

O déficit em transações correntes do Brasil subiu 55% em abril em relação ao mesmo mês do ano passado, fazendo com que o rombo em 12 meses superasse 3% do PIB pela primeira vez em mais de uma década.

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