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Moeda americana encerrou praticamente estável, ao redor de R$ 2,07 para venda, em meio à expectativa sobre solução para o impasse para o chamado "abismo fiscal" dos EUA

Reuters

O mercado de câmbio operou nesta segunda-feira em horário reduzido, com pouquíssimos negócios sendo registrados, mantendo o dólar próximo do patamar registrado na sexta-feira passada e em meio à expectativa de investidores sobre uma solução para o impasse para o chamado "abismo fiscal" dos Estados Unidos.

Apesar de o Banco Central ter autorizado o funcionamento do mercado de câmbio entre 9h e 12h nesta segunda-feira, o número de negócios "deu para contar nos dedos", afirmou o gerente de Tesouraria do Banco Daycoval, Gustavo Godoy.

Com isso, a moeda norte-americana encerrou praticamente estável, ao redor de R$ 2,07 para venda.

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Nas últimas semanas, o Banco Central fez fortes atuações no mercado de câmbio, com o objetivo de prover o mercado com mais liquidez e evitar altas exageradas na moeda norte-americana.

O mercado entende que a autoridade monetária não quer o dólar acima de R$ 2,10, para que não pressione a inflação nem as empresas que possuem dívidas externas.

Na semana passada, por exemplo, o BC fez leilões de venda de dólares com compromisso de compra. Normalmente no final do ano, muitas filiais de empresas têm de remeter lucros e dividendos a suas matrizes no exterior, o que aumenta a demanda por dólares. Na sexta-feira, o BC anunciou mais um leilão de venda de dólares conjugada com compra, para quarta-feira, com oferta de até US$ 2 bilhões.

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"Hoje, realmente a liquidez foi muito baixa. Quem queria comprar para ajustar posições tinha que achar alguém disposto a vender", afirmou Godoy, acrescentando que os investidores estão aguardando uma solução para o chamado "abismo fiscal" nos Estados Unidos, antes do prazo do fim do ano.

Se o governo dos Estados Unidos e parlamentares do país não chegarem a um acordo antes do fim do ano duros cortes de gastos e aumentos de impostos entrarão automaticamente em vigor no país a partir de 1º de janeiro, ameaçando a recuperação da maior economia do mundo.

Os dois principais negociadores, o presidente norte-americano, Barack Obama, e o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, estão fora de Washington para o feriado de Natal e não têm se falado. O Congresso está em recesso e terá apenas alguns dias para agir antes de 1º de janeiro.

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Economistas dizem que os duros aumentos de impostos e cortes no orçamento poderiam empurrar a maior economia do mundo de volta à recessão, a menos que o Congresso atue rapidamente para impedir isso.

"Se não for feito nada, isso pode dar uma bela correção nas bolsas (...) vai ser muito negativo para todo mundo", disse Godoy. "Será uma bomba para o empresariado e para a confiança do investidor", acrescentou.

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