Tamanho do texto

Montante, 15% a mais do que em 2011, representa a soma do patrimônio e reservas técnicas

Os investimentos das seguradoras vão ultrapassar pela primeira vez o patamar de R$ 500 bilhões. A previsão foi feita ontem pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg).

O cálculo, projetado para o final do ano, considera que a soma do patrimônio líquido e das provisões técnicas (montante reservado para fazer frente às perdas) das empresas do setor alcance R$ 525,1 bilhões ao final de dezembro, o que representaria uma alta de 16% frente ao ano anterior, quando os investimentos somaram R$ 451,6 bilhões.

“O ritmo de crescimento deve ser menor nos próximos anos”, diz Alexandre Leal, superintendente de regulação da CNSeg. De acordo com o executivo, com a queda dos juros, fica mais difícil para as seguradoras obter retorno com as aplicações. Para se ter uma idéia, o impacto da Selic em baixa foi sentida já em 2012, com crescimento dos investimentos abaixo da média anual desde 2007, de 17,5%.

“Grande parte dos recursos, cerca de R$ 400 bilhões, ainda esta em papéis do governo, mas outras opções serão buscadas para rentabilizar o capital”, afirma. Como percentual do Produto Interno Bruto (PIB), por sua vez, os investimentos devem alcançar um patamar de 11,82% neste ano, contra 10,92% no anterior.

O mercado segurador conseguirá alcançar neste ano uma arrecadação de R$ 255,7 bilhões, uma alta de 19,5% frente a 2011, acima da expectativa projetada no ano passado, que era de 16% de avanço. Desta forma, a arrecadação chegou a 5,76% do PIB. “A classe C emergente, que está crescendo rapidamente, quando sobra dinheiro, compra planos de saúde complementar e previdência e, mesmo com o PIB menor, a disponibilidade financeira para esses produtos aumentou”, afirma Jorge Hilário de Gouvea Vieira, presidente da CNSeg. Em 2013, a expectativa é de que a arrecadação atinja R$ 298,4 bilhões.

Uma estimativa feita pela confederação revela que se mantido o mesmo ritmo de crescimento médio do PIB e do mercado segurador desde 2007, em 25 anos, a arrecadação de seguros conseguirá dobrar a representatividade sobre o PIB. O total devolvido pelo mercado segurador para a sociedade (em indenizações, benefícios, resgates e sorteios) vai atingir 149,2 bilhões neste ano, avanço de 16,8 por cento frente a 2011, para 3,36 por cento do PIB.

Leia mais notícias de economia, política e negócios no jornal Brasil Econômico

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.