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AIE espera que em 2035 a produção de petróleo do Brasil atinja 5,7 milhões de barris diários, o que vai colocar o país, segundo Birol, no rol dos grandes 'players' mundiais

Reuters

Os preços do petróleo devem permanecer num patamar elevado e possivelmente acima dos US$ 100 nos próximos 10 anos, disse nesta terça-feira a Agencia Internacional de Energia (AIE).

O economista chefe da AIE, Fatih Birol, disse que apesar da crise global que atinge especialmente os países desenvolvidos, os preços do barril de petróleo se mantêm num nível elevado e num dos maiores patamares da história.

"Nos próximos 10 anos a média será em torno de US$ 100. É um nível elevado", disse Birol a jornalistas após evento da agência de energia no Rio de Janeiro.

O economista da AIE destacou que mesmo na crise global os custos de produção, especialmente de "novo óleo" subiram e estão elevados, influenciando nos custos das empresas e no preço da commodity.

"Isso foi uma grande surpresa, ver uma grande subida desse preço internacional (em um momento de economia mundial mais fraca", afirmou ele.

A AIE espera que em 2035 a produção de petróleo do Brasil atinja 5,7 milhões de barris diários, o que vai colocar o país, segundo Birol, no rol dos grandes 'players' mundiais do mercado de óleo.

A produção atual do país é ligeiramente acima de 2 milhões de barris por dia, e a perspectiva da Petrobras é atingir 4,9 milhões de barris por dia em 2020.

Para saltar de 2 milhões de barris/dia para quase 6 milhões de barris diários em 23 anos, o economista chefe da AIE destaca a necessidade das rodadas de licitação de petróleo e gás, e um investimento de 50 bilhões de dólares ao ano até 2035 para viabilizar a meta.

"A Petrobras e o governo precisam encontrar canais para financiar esse dinheiro. Tem que ter financiamento, investimento em projetos complexos e logística", ressaltou.

De acordo com o diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que participou do evento da AIE, a estimativa é que em 2035 o Brasil e o Iraque respondam por 75% do acréscimo da produção mundial de óleo "Acho que isso é plenamente factível pelos números da Petrobras", finalizou.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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