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Empresa lidera ranking das 10 melhores do Ibovespa nesse quesito entre 2009 e 2011

As dez empresas do Ibovespa consideradas as mais sustentáveis pela consultoria Management & Excellence (M&E) gastaram R$ 1,1 bilhão em projetos sociais em 2011. Mas nem todo dinheiro investido é bem empregado. Estudo da M&E divulgado com exclusividade ao BRASIL ECONÔMICO mostra que Vale, Embraer e Natura são as que melhor usaram os recursos investidos no campo social entre 2009 e 2011, revertendo os gastos em ganhos efetivos aos seus acionistas.

A Vale também é a campeã em volume de dinheiro direcionado a esses projetos: R$ 416 milhões. A companhia gastou muito e bem, mas a segunda e terceira colocadas no ranking de efetividade dos investimentos não precisaram gastar tanto: R$ 15 milhões e R$ 8,3 milhões, respectivamente. Itaú, o segundo colocado em volume de investimentos, com R$ 293,8 milhões, aparece em 6o. lugar no ranking de efetividade. CPFL, a quarta no ranking geral, gastou apenas R$ 2,5 milhões em 2011. Último no ranking, o Bradesco gastou em 2011 R$ 241 milhões. “O banco teve um mau desempenho em 2009, o que prejudicou a média de três anos”, explica Bill Cox, presidente da M&E.

O ranking foi construído analisando dados das empresas do índice Brazil Stars da M&E, que lista as 16 mais sustentáveis dentre as que fazem parte do Ibovespa. Para calcular a efícácia desses investimentos, foram utilizados três critérios: o total gasto com programas sociais, as receitas líquidas (de vendas ou financeiras, dependendo do caso), e a relação entre elas.

“Depois, analisamos a força dessa correlação, e se ela melhora ou piora com o tempo, para calcular o score final”, diz Cox. Vale, por exemplo, gerou no período R$ 214,9 de receitas líquidas por cada R$ 1 investido em projetos sociais. A BRF Foods conseguiu R$ 8,1 mil por cada R$ 1 investido — portanto, mais do que a Vale. No entanto, na BRF Foods essa relação se revelou mais frágil a longo prazo, ou seja, tem risco de não se repetir, enquanto a da Vale é mais consistente, segundo a M&E.

“As empresas brasileiras são, tradicionalmente, as que mais gastam com esses projetos”, afirma Cox. “Mas a grande diferença entre os resultados dos seus investimentos sociais sugere que não existe no Brasil nenhum sistema que sirva de base para nortear a decisão e medir o retorno desses gastos”, afirma.

Os investimentos sociais da Vale são voltados para geração de emprego, qualificação profissional, infraestrutura, desenvolvimento da economia local, criação de polos científico-tecnológicos e estímulo à cultura e ao esporte. A empresa informou no seu relatório de sustentabilidade de 2011 que 62% das contratações foram feitas com mão de obra local. E que 7,9 mil unidades habitacionais começaram a ser construídas com o apoio da Fundação Vale.

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