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Sinais de um próximo acordo para evitar o chamado "abismo fiscal" nos Estados Unidos também contribuíram para a queda da moeda norte-americana

O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira após o Banco Central anunciar mais uma medida, além dos vários leilões conjugados de venda da moeda estrangeira, para dar liquidez ao mercado de câmbio e conter uma alta excessiva da divisa.

Sinais de um próximo acordo para evitar o chamado "abismo fiscal" nos Estados Unidos também contribuíram para a queda da moeda norte-americana.

O dólar caiu 0,36%, para R$ 2,0890 na venda, após três sessões consecutivas de alta. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 2,0854 e R$ 2,1015. Segundo dados da BM&F, o volume negociado foi de US$ 2,738 bilhões.

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O BC vem desfazendo nas últimas semanas diversos impedimentos à queda do dólar, num sinal de que preocupações com a inflação estão crescendo. As ações sugerem que a autoridade pode continuar a intervir no mercado para evitar uma alta mais expressiva do dólar.

"O mercado ficou mais equilibrado durante a tarde e o dólar caiu, depois que todo mundo foi digerindo a medida que o BC anunciou", disse o superintendente de câmbio da Intercam Corretora, Jaime Ferreira.

A medida anunciada pelo BC antes da abertura do pregão desta terça-feira facilita a formação de posição vendida em câmbio --quando investidores apostam em queda do dólar ante o real.

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A partir de quinta-feira, os bancos poderão assumir posições vendidas de até US$ 3 bilhões sem recolher compulsório bancário. A regra atual previa a penalidade a partir de US$ 1 bilhão.

Essa ação vem na esteira de outras medidas anunciadas no começo do mês para dar liquidez ao mercado. O BC já havia facilitado o financiamento ao exportador, enquanto o governo havia reduzido a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre empréstimos em moeda estrangeira.

Além das medidas, o BC tem realizado frequentemente leilões de venda de dólares no mercado à vista com compromisso de recompra, também chamados de leilões de linha.

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Nesta terça-feira, foram realizados três leilões. Ao todo, a autoridade monetária fez nove leilões desse tipo desde o início de dezembro.

No final do ano, é comum que o dólar fique mais pressionado diante de uma maior saída da moeda, com filiais brasileiras remetendo lucros e dividendos para as suas matrizes no exterior.

Apenas nos primeiros 14 dias de dezembro, as saídas somaram US$ 4,215 bilhões, segundo dados do BC.

Por outro lado, o otimismo quanto a um acordo sobre o orçamento dos Estados Unidos contribuiu para a queda da moeda norte-americana nesta terça-feira.

O Congresso norte-americano precisa chegar a um acordo para evitar os aumentos de impostos e cortes de gastos programados para entrar em vigor nos Estados Unidos no ano que vem --o chamado "abismo fiscal", que pode empurrar a maior economia do mundo para uma recessão.

Apesar de ainda existirem alguns impasses, as diferenças sobre como resolver a questão fiscal dos EUA diminuíram significativamente desde segunda-feira à noite.

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