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Pesquisa mostra que potencial de aplicadores é três vezes maior do que os 594 mil atuais

Um universo de 2 milhões de brasileiros, das 15 principais regiões metropolitanas, tem alta propensão a investir em ações, traçou estudo do Instituto de Pesquisas Rosenfield, a pedido da BM&FBovespa. Isso significa que é possível triplicar o número de pessoas físicas na bolsa, uma vez que o saldo de investidores individuais era de 594,1 mil em novembro.

O Indicador de Propensão em Investimento em Ações (IPIA) revelou que 1,6% dos brasileiros das regiões analisadas (que representam 60% da população brasileira) têm alta propensão a investir em ações. O percentual foi tirado a partir de entrevistas com 2 mil pessoas, representativas de todas as classes sociais, entre 27 de agosto e 6 de setembro, nas maiores regiões metropolitanas. Quando analisado por faixa de renda, 0,6% daqueles que ganham até um salário mínimo tem alta propensão a investir em ações, enquanto entre aqueles que ganham acima de dez salários mínimos, o percentual sobe para 9,4%.

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“A BM&FBovespa tem potencial maior de crescimento nas classes mais altas, por causa da maior escolaridade e renda, e entre os mais jovens, pela possibilidade de mudança da mentalidade no futuro, independentemente da situação financeira atual”, pondera Denis Rosenfield, do instituto de pesquisas.

Os dados mostram ainda que 65,6% dos brasileiros têm baixa propensão a investir no mercado acionário e 32,8% possuem média propensão. “A maior parte dos cidadãos possui receio em investir em algo estranho ao seu convívio e de seus parentes e amigos, assim sendo, a familiarização com as ações facilitaria o crescimento deste tipo de investimento, além de ter dinheiro disponível”, diz. A pesquisa indica que 13% das pessoas guardam dinheiro sem objetivo específico e outras 31,7%, para investimentos ou consumo.

Além disso, 52,6% dos entrevistados disseram que preferem investimentos com baixo risco e baixa rentabilidade, o que a pesquisa conclui que seja resultado de um conservadorismo que está enraizado em uma cultura de um país que viveu por muito tempo um período de instabilidade econômica e de alta inflação, e menos a uma possível imagem negativa da bolsa de valores.

Por essa razão, quando analisados os investimentos utilizados pelos entrevistados, 44,4% apontaram a poupança e outros 37%, a conta-corrente. Os imóveis ficaram em terceiro lugar, com 3,7%, enquanto as ações foram apontadas por 1% dos entrevistados.

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