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Bolsa subiu 0,63%, a 59.623 pontos, impulsionado pelas blue chips Vale e Petrobras

A Bovespa avançou pelo terceiro pregão consecutivo nesta terça-feira, com a inesperada melhora da confiança de investidores na Alemanha e expectativas mais positivas sobre as negociações fiscais nos Estados Unidos que animaram os mercados.

O Ibovespa subiu 0,63%, a 59.623 pontos, impulsionado pelas blue chips Vale e Petrobras. O giro financeiro do pregão foi de 7,7 bilhões de reais, próximo da média diária de 7,2 bilhões de reais em 2012.

A forte alta no sentimento do investidor da Alemanha em dezembro ajudou a impulsionar os principais mercados acionários internacionais nesta terça-feira.

Expectativas mais otimistas sobre as negociações para evitar o chamado abismo fiscal nos EUA --que ameaça jogar o país novamente em recessão no ano que vem-- também ajudaram a impulsionar as ações.

Investidores ainda seguiam à espera dos resultados da reunião de política monetária do Federal Reserve, banco central dos EUA, na quarta-feira, com boa parte do mercado apostando no anúncio de novos estímulos à economia.

Em Nova York, o índice Dow Jones subia 0,42% às 18h18 e o S&P 500 tinha alta de 0,43%. Mais cedo, o principal índice europeu de ações fechou com valorização de 0,38%.

Por aqui, a sessão teve instabilidade --o Ibovespa oscilou entre alta de 0,8% e queda de 0,5%. Segundo operadores, o movimento refletiu ajustes para o vencimento de opções sobre Ibovespa e índice futuro na quarta-feira.

Com o avanço desta sessão, o Ibovespa seguiu confirmando uma tendência de alta de curto prazo, segundo o analista técnico Gilberto Coelho, da Ativa Corretora. A próxima resistência para o índice está nos 60.411 pontos.

A preferencial da mineradora Vale subiu 2% nesta sessão, a 38,18 reais, e a da petrolífera Petrobras teve alta de 2,15%, a 19,99 reais.

Rossi Residencial e a varejista eletrônica B2W lideraram os ganhos do índice, com valorização de 5,48 e 5,28%, respectivamente.

Na ponta oposta, o frigorífico Marfrig e a construtora Cyrela foram destaques de baixa, perdendo 5,33 e 4,73%, nesta ordem.

"O mercado se recuperou nos últimos pregões e isso está muito relacionado à melhora do cenário macroeconômico para a China e Estados Unidos em geral", disse o sócio da Principia Capital Management Marcello Paixão.

"Mas ainda é difícil dizer se essa alta é consistente. Isso só vai acontecer mesmo quando as empresas aqui começarem a reportar bons resultados", acrescentou.

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