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Montante soma-se aos R$ 20 bilhões já investidos; setores prioritários são os de mobilidade urbana e energia

A Brasilprev, braço de previdência privada do Banco do Brasil (BB), deve investir R$ 10 bilhões em títulos privados em 2013, que se somariam aos R$ 20 bilhões que já tem em carteira. “Faremos esse movimento de forma organizada e estruturada. Ou seja, diversificaremos tanto setores, quanto empresas e projetos”, explica Ricardo Flores, presidente da companhia.

Entre os segmentos prioritários está o de concessões de estradas, portos, aeroportos, até o de energia elétrica. “Não há razão para não olharmos para esse setor, que é de extrema relevância para o país. Mas claro que os ativos esclhidos deverão ter uma boa avaliação de risco”, afirma o executivo. Os ativos sob gestão pela Brasilprev devem somar R$ 66 bilhões ao final do ano, montante 34,7% maior quando comparado aos R$ 49 bilhões registrados em igual período de 2011.

Quanto às modalidades, debêntures estão no topo das preferências, mas Cédulas de Crédito Bancárias (CDBs) e letras financeiras não são descartadas. “Dentro de renda fixa, queremos reduzir a participação de instituições financeiras e aumentar o de empresas não-financeiras. Mas sabemos que a oferta é menor que a demanda. Por isso não descartamos esses ativos”, completa Altair César de Jesus, superintendente de investimentos da Brasilprev.

A busca pela diversificação do portfólio de investimentos vem na esteira da redução da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 7,5% ao ano, além da maior procura por fundos compostos, que mesclam renda fixa e renda variável.

Além disso, Jesus espera que a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) alterem, ainda neste ano, a legislação que estabelece limites de aplicação aos investidores. “Não podemos cercear o direito das pessoas de investir mais em renda variável — a legislação permite que sejam aplicados 49% do patrimônio líquido em renda variável — com a taxa de juros em um dígito”, diz o superintendente, que espera que a mudança seja aprovada no segundo semestre do ano que vem.

Novos produtos

A Brasilprev também prepara, para janeiro, o lançamento de um portfólio de produtos que atende tanto à pessoa física quanto às empresas. Flores não quis adiantar detalhar os produtos, mas disse que os produtos empresariais terão foco específico em determinados portes de empresas, além de estratégias diferenciadas nas regiões do país.

Sandro Bonfim, gerente de inteligência de negócios, e Mariane Bottaro, superintendente de gestão estratégica da Brasilprev, informaram que os produtos destinados à pessoa física terão taxas de administração mais baixas se comparados ao praticado atualmente. “Vamos olhar melhor para o investidor de longo prazo e recompensá-lo, além de apresentarmos um conjunto de inovações às classes de menor poder aquisitivo, que entenderam a importância de poupar para a aposentadoria”, adiantam os executivos. “O desenho não foi baseado em produtos comercializados no mercado internacional e sim de acordo a realidade e das demandas observadas pela Brasilprev”, completam.

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